Donald Trump compartilhou uma publicação do senador republicano Chuck Grassley em que o Brasil é acusado de ser injusto com o agronegócio dos Estados Unidos. Grassley pediu ao governo federal americano medidas para reduzir os preços de fertilizantes, sementes e outros insumos usados pelos produtores do país.
O senador afirmou que empresas americanas vendem sementes, fertilizantes e produtos químicos no exterior, especialmente no Brasil, por preços menores. Segundo Grassley, agricultores americanos pagam 68% a mais pela semente de milho do que os produtores brasileiros. Ele é produtor rural e mantém proximidade com agricultores do estado de Iowa.
No início da semana, Trump anunciou medidas para ampliar a produção nacional de carne bovina, em meio à pressão por melhores condições para os pecuaristas americanos. Em uma publicação na Truth Social, o presidente dos Estados Unidos afirmou que um “poderoso monopólio” torna a vida de produtores de carne e agricultores americanos “miserável”.
Tarifas e produtos isentos
Em julho, a secretária de Agricultura do governo Trump, Brooke Rollins, defendeu a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Ela disse que o setor agrícola dos Estados Unidos foi afetado por práticas do Brasil nos últimos anos e citou o etanol, classificando as políticas brasileiras como desleais.
Ao anunciar parte das tarifas, o governo americano retirou da lista de cobranças algumas mercadorias agropecuárias importadas do Brasil. Entre elas estão sementes específicas para plantio, como as de beterraba açucareira, alfafa, trevo e árvores e arbustos.
Também ficaram de fora produtos à base de cacau, incluindo grãos inteiros ou quebrados, cascas, películas, pasta, manteiga e pó de cacau. Alguns fertilizantes e defensivos agrícolas escaparam da cobrança de 12,5% anunciada em julho.









