A OpenAI usou milhões de artigos jornalísticos para treinar modelos de inteligência artificial, segundo alegação apresentada pelo New York Times em um documento judicial divulgado na quinta-feira (17). O material afirma que quase um terço dos mais de 10 milhões de textos teria vindo do próprio jornal.
Brent Hecht, diretor de Ciência Aplicada da Microsoft, descreveu a prática como “um roubo impressionante de proporções sem precedentes”. Ele também teria dito que o caso pode representar “o maior roubo de trabalho da história da humanidade”.
A ação reúne outros grupos de mídia, como a Ziff Davis, proprietária do CNET e de outras publicações de tecnologia, a empresa controladora da revista Mother Jones, o site The Intercept e jornais locais dos Estados Unidos.
Desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, a OpenAI firmou contratos para licenciar conteúdo com veículos de imprensa de vários países. Mesmo assim, continuam as preocupações de que ferramentas de inteligência artificial generativa diminuam o tráfego dos sites de notícias.
As empresas do setor passaram a incluir citações e links nas respostas dadas aos usuários, mas críticos consideram a medida insuficiente. Também defendem que o desenvolvimento da inteligência artificial transforma o conteúdo empregado no processo.
Os autores da ação pediram uma sentença sumária favorável. Se o juiz federal Sidney Stein aceitar o pedido, não haverá julgamento. Uma decisão sobre a solicitação não é esperada antes de 2027.








