A Oracle registrou receita de US$ 7,4 bilhões em sua unidade de infraestrutura no último trimestre e projetou crescimento anual de 64% a 70% para o negócio de nuvem. As ações da empresa subiram cerca de 6% após o fechamento do mercado.
A receita total avançou 30%, para US$ 19,3 bilhões, nos três meses encerrados no fim de agosto. A Oracle atribuiu o resultado à demanda por infraestrutura e aplicações em nuvem. No período, assinou contratos de US$ 30 bilhões para fornecer capacidade de data centers, elevando a carteira total para US$ 664 bilhões.
A empresa tenta ampliar sua atuação, de software corporativo para infraestrutura voltada a laboratórios de inteligência artificial. Entre os clientes está a OpenAI, com um contrato de US$ 300 bilhões. Clay Magouyrk, copresidente-executivo da Oracle, disse que a companhia colocou 850 megawatts de capacidade em operação no trimestre e entregou seis dos oito edifícios destinados à OpenAI em um campus de 800 megawatts no Texas.
“Estamos explorando todas as diferentes vias para colocar capacidade em operação”, afirmou Magouyrk a investidores. Ele também disse que a empresa mantinha confiança na capacidade de cumprir as obrigações contratuais.
Investimentos e riscos
As despesas de capital chegaram a US$ 28,5 bilhões, ante US$ 8,5 bilhões um ano antes. O montante incluiu US$ 11,4 bilhões pagos antecipadamente por clientes para chips usados em data centers. O lucro líquido foi de US$ 4,7 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 5 bilhões no primeiro trimestre.
A Oracle havia anunciado investimentos de US$ 70 bilhões no próximo ano fiscal para construir data centers, acima dos US$ 55,7 bilhões aplicados no ano encerrado em 31 de maio. A companhia também concluiu uma venda de ações de US$ 20 bilhões, parte de um pacote de US$ 50 bilhões para financiar as instalações.
Em julho, a S&P rebaixou a classificação de crédito da Oracle para um nível acima do grau especulativo. A agência citou a dependência de poucos clientes e a incerteza sobre a lucratividade dos data centers para inteligência artificial.
A empresa relatou atrasos em projetos por causa de licenças e oposição local, além de limitações no fornecimento de energia. Magouyrk afirmou que a Oracle tinha opções de contingência. A companhia também realizou demissões para reduzir custos e liberar recursos para investimentos em inteligência artificial.








