São Paulo, Domingo, 20 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% São Paulo 18°C 18° / 24°
Tecnologia

Oracle amplia receita de data centers e prevê avanço acelerado na nuvem

A empresa registrou US$ 7,4 bilhões em receita de infraestrutura e elevou a carteira de contratos para US$ 664 bilhões.

Oracle amplia receita de data centers e prevê avanço acelerado na nuvem
Foto: Getty Images via AFP

A Oracle registrou receita de US$ 7,4 bilhões em sua unidade de infraestrutura no último trimestre e projetou crescimento anual de 64% a 70% para o negócio de nuvem. As ações da empresa subiram cerca de 6% após o fechamento do mercado.

A receita total avançou 30%, para US$ 19,3 bilhões, nos três meses encerrados no fim de agosto. A Oracle atribuiu o resultado à demanda por infraestrutura e aplicações em nuvem. No período, assinou contratos de US$ 30 bilhões para fornecer capacidade de data centers, elevando a carteira total para US$ 664 bilhões.

A empresa tenta ampliar sua atuação, de software corporativo para infraestrutura voltada a laboratórios de inteligência artificial. Entre os clientes está a OpenAI, com um contrato de US$ 300 bilhões. Clay Magouyrk, copresidente-executivo da Oracle, disse que a companhia colocou 850 megawatts de capacidade em operação no trimestre e entregou seis dos oito edifícios destinados à OpenAI em um campus de 800 megawatts no Texas.

“Estamos explorando todas as diferentes vias para colocar capacidade em operação”, afirmou Magouyrk a investidores. Ele também disse que a empresa mantinha confiança na capacidade de cumprir as obrigações contratuais.

Investimentos e riscos

As despesas de capital chegaram a US$ 28,5 bilhões, ante US$ 8,5 bilhões um ano antes. O montante incluiu US$ 11,4 bilhões pagos antecipadamente por clientes para chips usados em data centers. O lucro líquido foi de US$ 4,7 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 5 bilhões no primeiro trimestre.

A Oracle havia anunciado investimentos de US$ 70 bilhões no próximo ano fiscal para construir data centers, acima dos US$ 55,7 bilhões aplicados no ano encerrado em 31 de maio. A companhia também concluiu uma venda de ações de US$ 20 bilhões, parte de um pacote de US$ 50 bilhões para financiar as instalações.

Em julho, a S&P rebaixou a classificação de crédito da Oracle para um nível acima do grau especulativo. A agência citou a dependência de poucos clientes e a incerteza sobre a lucratividade dos data centers para inteligência artificial.

A empresa relatou atrasos em projetos por causa de licenças e oposição local, além de limitações no fornecimento de energia. Magouyrk afirmou que a Oracle tinha opções de contingência. A companhia também realizou demissões para reduzir custos e liberar recursos para investimentos em inteligência artificial.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5