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Tecnologia

Redes sociais podem agravar preocupação excessiva com a aparência

Comparações online, filtros e busca por aprovação podem estar associadas ao Transtorno Dismórfico Corporal, segundo especialistas citados no texto.

Redes sociais podem agravar preocupação excessiva com a aparência
Foto: Peter Dazeley/Getty Images

A exposição contínua a imagens idealizadas nas redes sociais pode intensificar a preocupação com a aparência e contribuir para o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC). A condição envolve a percepção exagerada de falhas físicas mínimas ou inexistentes e pode prejudicar a vida social, profissional e afetiva.

Segundo a neuropsicóloga Luciana Xavier, o transtorno ocorre quando a preocupação com a imagem ocupa horas do dia e provoca sofrimento significativo. Entre os comportamentos associados estão a checagem repetida no espelho, a busca constante por aprovação e a realização frequente de procedimentos estéticos, que raramente produzem alívio duradouro.

Comparação e validação digital

As redes sociais ampliaram a exposição a padrões de beleza considerados inalcançáveis. Para a psicóloga Jhoanne Hansen, especialista em redes sociais, a aprovação deixou de ser apenas uma percepção do círculo social e passou a ser medida por curtidas, seguidores e alcance.

Filtros e edições também podem fazer com que imagens produzidas sejam vistas como normais. Nesse cenário, a aparência real passa a ser percebida como inadequada. Uma metanálise publicada em 2025, com mais de 55 mil participantes, apontou associação entre comparação social online e maior preocupação com a imagem corporal, de acordo com Luciana.

Notificações e elogios virtuais ativam o circuito de recompensa cerebral por meio da liberação de dopamina. Como o estímulo é breve, pode se formar um ciclo em que a autoestima depende da validação digital contínua.

Consequências e tratamento

O TDC pode estar associado a ansiedade, depressão, isolamento social e vergonha. Uso excessivo de maquiagem, tentativas de esconder partes do corpo e dietas extremas também podem aparecer. Nos casos mais graves, o comprometimento da saúde mental aumenta o risco de ideação suicida.

A insatisfação com a aparência ainda pode ser convertida em consumo por empresas da indústria da estética e da beleza. A exposição a determinados padrões é acompanhada por ofertas de produtos e procedimentos que prometem aproximar o consumidor daquele ideal.

Entre os sinais de alerta estão pensar de forma obsessiva em defeitos físicos, evitar situações sociais ou fotografias e sentir sofrimento intenso ao ver a própria imagem. O tratamento combina psicoterapia, com destaque para a Terapia Cognitivo-Comportamental, e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico.

A mudança no uso da tecnologia também faz parte da recuperação. O chamado detox digital envolve reduzir o contato com perfis voltados a padrões irrealistas e buscar uma relação mais saudável com o próprio corpo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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