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Tecnologia

Zuckerberg diz que Meta atingiu fronteira da IA e anuncia novos investimentos

Executivo afirmou que o modelo Muse Wonder alcança o nível de rivais como Anthropic e OpenAI e rejeitou a ideia de desacelerar o setor.

Zuckerberg diz que Meta atingiu fronteira da IA e anuncia novos investimentos
Foto: Reuters

FILADÉLFIA (EUA) — Mark Zuckerberg afirmou que a Meta alcançou a fronteira da inteligência artificial e indicou que a empresa fará novos investimentos para disputar espaço com Anthropic e OpenAI. O executivo também rejeitou pedidos para desacelerar o desenvolvimento da tecnologia.

A declaração ocorreu no lançamento do Muse Wonder, modelo de IA da Meta. Zuckerberg disse que o sistema permitirá comportamentos mais sofisticados e que seu desenvolvimento exigiu capacidade computacional, investimentos e trabalho científico realizado ao longo de um período extenso.

A Meta afirma que o Muse Wonder supera, em alguns testes técnicos de referência, o Claude Opus 5.5 e o Fable 5.1, da Anthropic, além do GPT-6 Astra, da OpenAI. A empresa pretende integrar o modelo ao aplicativo Muse, assistente pessoal que usa agentes autônomos para tarefas como comprar mantimentos e reservar viagens.

O novo modelo será fechado, com as versões mais avançadas vendidas diretamente a empresas. A oferta terá preços de US$ 0,20 (R$ 0,99) por milhão de tokens, no uso básico, a US$ 200 (R$ 998) por mês, para a versão premium Muse Wonder Full.

Zuckerberg afirmou que a Meta já trabalha no próximo estágio de desenvolvimento e que o avanço dos modelos pode acelerar. Ele também minimizou os temores de que a inteligência artificial ultrapasse o controle humano e disse que cada laboratório deve garantir a segurança de seus sistemas.

O executivo defendeu uma visão de inteligência artificial voltada ao empoderamento pessoal, em contraste com a estratégia da OpenAI e da Anthropic de desenvolver a inteligência artificial geral. Para Zuckerberg, a Meta precisa permanecer na fronteira tecnológica, embora os modelos ainda não tenham bom senso suficiente para funcionar como assistentes pessoais ideais.

Investimentos e mudanças na Meta

A estratégia da empresa passou a ser questionada em abril de 2025, depois que o modelo Llama 4 ficou abaixo das expectativas. Desde então, Zuckerberg direcionou recursos para talentos e infraestrutura, incluindo a contratação de Alexandr Wang, fundador da Scale AI, para comandar o TBD Lab.

O Muse Spark, primeiro modelo lançado após a criação do laboratório, chegou ao mercado em abril, mas ficou atrás de concorrentes. A Meta afirma que o Muse Wonder melhora o desempenho em tarefas como programação avançada e a capacidade de lembrar informações relevantes entre diferentes conversas.

A empresa também enfrenta preocupações relacionadas à privacidade. Usuários acusaram o Muse de acessar ou compartilhar informações privadas sem autorização, enquanto a Amazon impediu agentes do aplicativo de fazer compras em seu site.

Em agosto, a Meta concordou em pagar até US$ 18 bilhões (R$ 89,8 bilhões) para encerrar uma disputa judicial com estados americanos sobre supostas falhas na proteção de crianças e o vício em redes sociais.

A transformação da empresa também envolveu cortes de empregos e reestruturações. Em maio, a Meta reduziu 10% da força de trabalho, o equivalente a 8.000 postos. Zuckerberg afirmou que, no futuro, mais pessoas poderão usar a tecnologia para criar produtos e serviços, enquanto algumas atividades serão realizadas por equipes menores.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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