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Atividade física ajuda a mover a linfa, mas não há exercício superior

Especialistas afirmam que o movimento favorece a circulação da linfa, mas inchaço nem sempre indica problema no sistema linfático.

Atividade física ajuda a mover a linfa, mas não há exercício superior
Foto: Maria Medem/NYT

A atividade física favorece a circulação da linfa, mas pessoas com o sistema linfático saudável não têm evidências de benefício maior ao escolher exercícios específicos divulgados como “linfáticos”. A recomendação central dos especialistas é manter uma rotina consistente de movimento.

Como a linfa circula

O sistema linfático é formado por vasos e gânglios. Ele ajuda a equilibrar os líquidos do corpo e dá suporte ao sistema imunológico. Durante uma infecção, os vasos transportam fragmentos de bactérias ou vírus até os gânglios, que funcionam como filtros e ajudam na resposta do organismo.

Ao contrário do sistema cardiovascular, o sistema linfático não conta com uma bomba central. A circulação da linfa depende de contrações musculares provocadas pelo movimento, pela respiração e até pela digestão.

Por isso, caminhar, correr, pedalar ou fazer outro tipo de exercício pode contribuir para o deslocamento do líquido. A respiração profunda e diafragmática, presente em algumas rotinas divulgadas na internet, também pode ajudar.

O que pode causar inchaço

Na maioria das pessoas, o sistema linfático funciona sem dificuldades. O linfedema ocorre quando a linfa se acumula em uma ou mais partes do corpo. O risco aumenta após danos causados por lesões, cirurgias ou tratamentos contra o câncer. Tabagismo, obesidade e idade avançada também aparecem entre os fatores de risco.

Uma parcela muito menor das pessoas nasce com uma condição genética que prejudica a drenagem linfática. Já a sensação de inchaço ou distensão abdominal não significa necessariamente linfedema. Esses sintomas podem surgir ao longo do dia em resposta à alimentação, à qualidade do sono, ao clima e a outros fatores ambientais.

Rotina recomendada

Para a saúde linfática, as orientações gerais são 150 minutos por semana de atividade aeróbica de intensidade moderada e pelo menos duas sessões semanais de treinamento de força. Músculos mais fortes têm maior capacidade de impulsionar a linfa.

A chamada caminhada linfática envolve caminhar de modo relaxado, com atenção à postura e à respiração, enquanto braços e mãos se movimentam livremente. O “rebounding” consiste em saltar no mesmo lugar ou em uma cama elástica. Alongamentos dinâmicos também são apresentados nas redes sociais como forma de estimular a drenagem.

Essas práticas podem ser experimentadas por pessoas saudáveis, mas não há indicação de que sejam mais eficazes do que outros exercícios para manter o sistema linfático funcionando. O principal benefício está em estimular o movimento regular ao longo do dia.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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