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Candidatos divergem sobre Previdência e discutem meta de inflação

Representantes econômicos apresentaram propostas diferentes para benefícios previdenciários, gastos públicos, déficit e meta de inflação em sabatina.

Candidatos divergem sobre Previdência e discutem meta de inflação

A meta de inflação, atualmente fixada em 3%, também dividiu os representantes econômicos de campanhas presidenciais durante uma sabatina nesta terça-feira, 15. Dario Durigan, representante da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), rejeitou mudanças no objetivo. Roberto Brant, da campanha de Ronaldo Caiado (PSD), admitiu uma alteração futura para 3,5% ou 4%, mas condicionou a medida à consolidação de um ajuste fiscal.

Durigan afirmou que uma redução sustentável dos juros depende de responsabilidade fiscal e de medidas para estimular a poupança. Ele também disse que o governo não discute desvincular os benefícios previdenciários do salário mínimo e declarou: “Não está em discussão”. Segundo o ministro da Fazenda, a gestão ajustou a política de valorização do salário mínimo para compatibilizá-la com o arcabouço fiscal.

Propostas para a Previdência

Carlos da Costa, coordenador econômico da campanha de Romeu Zema (Novo), considerou possível separar a correção dos benefícios previdenciários do reajuste do salário mínimo. Para ele, a decisão cabe à população. O coordenador também defendeu uma nova reforma para reduzir o déficit da Previdência, com aprofundamento das mudanças realizadas em 2019.

Brant sinalizou concordância com a desvinculação. Ele afirmou ser “até injusto” repassar aos aposentados eventuais ganhos de produtividade obtidos por trabalhadores que continuam na ativa.

Kim Kataguiri, representante de Renan Santos (Missão), defendeu a retirada da indexação dos benefícios ao salário mínimo. Também propôs desvincular os pisos de Saúde e Educação das receitas correntes líquidas. Na avaliação dele, sem essas mudanças, a capacidade de investimento será comprometida e haverá apenas aumento de gastos.

Luiz Carlos Hauly, que representou a campanha de Augusto Cury (Avante), sugeriu transferir a tributação da folha salarial para a Contribuição de Bens e Serviços (CBS), que será criada após a reforma tributária. Ele ressaltou que a proposta é dele, e não de Cury.

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) foi convidada, mas não enviou representante. A sabatina foi promovida pelos jornais Valor Econômico e O Globo e pela rádio CBN.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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