VENEZA — Gael García Bernal afirmou que a arte pode enfrentar ideologias baseadas no medo durante a apresentação de “Hombre al agua” no Festival de Veneza. O filme, exibido neste domingo (6), também aborda a manipulação de mensagens por governantes para conquistar votos, sem citar líderes ou países.
Em entrevista, o diretor disse que os movimentos temem as expressões artísticas e culturais porque elas podem romper construções baseadas no medo. “Estamos vivendo um momento em que tudo é cooptado para ser capitalizado”, afirmou García Bernal.
A história de Camilo
No terceiro longa dirigido pelo mexicano, ele interpreta Camilo, um salva-vidas cubano responsável e sonhador. O personagem resgata um empresário mexicano de um afogamento e recebe como recompensa uma oferta de emprego na fábrica do magnata, em Yucatán.
Depois, Camilo se casa com a filha do empresário e passa a viver em uma mansão luxuosa. Com o tempo, começa a desconfiar de que os acontecimentos não foram casuais e de que a família influente tem outros planos. A trama mostra como pessoas poderosas podem manipular as mais desfavorecidas para obter vantagens.
Exibido na mostra Spotlight, fora da competição, o longa também procura refletir a diversidade latino-americana por meio de personagens brasileiros, argentinos, mexicanos, cubanos e porto-riquenhos. Para García Bernal, a América Latina concentra “a batalha da humanidade”.
Participação de Ricky Martin
Ricky Martin integra o elenco e também atua como produtor. Ele faz uma pequena participação como um ator que trabalha no filme dirigido pela mulher de Camilo. O cantor afirmou que se sentiu protegido por García Bernal durante a gravação.
Aos 54 anos, Martin disse que apresentar o filme em Veneza é importante por ser sua primeira participação no elenco de um longa no festival. Ele contou que está diante das câmeras desde os 12 anos.








