O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a nulidade do relatório da Polícia Federal sobre conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Gonet afirmou que André Mendonça “se valeu da polícia” para “impor a investigação” contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
No sábado (5), a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu que Gonet se declare impedido de atuar nos procedimentos ligados ao Banco Master. A entidade citou o fato de o procurador-geral também aparecer nos diálogos envolvendo Vorcaro, Moraes e interlocutores.
Julgamento ainda sem data
André Mendonça, relator do caso Master, liberou para julgamento o relatório da PF. A decisão foi publicada neste domingo (6), às 15h04, mas ainda não existe pedido de data para a análise. Caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, definir quando o pedido de investigação será examinado.
Na terça-feira (1º), Mendonça havia retirado o sigilo do documento. O relatório registra diálogos entre Moraes e Vorcaro, que estava preso durante as investigações de fraude à frente do Banco Master. Em uma das mensagens, o banqueiro pergunta se deveria deixar o país antes de ser preso, em 2025. A resposta atribuída ao ministro não foi informada.
Fachin determinou na última semana que Mendonça, Moraes, Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações sobre o relatório.
O presidente do STF também retirou do inquérito das fake news o pedido de investigação apresentado por Moraes contra Mendonça e defendeu o encerramento do procedimento, aberto em 2019 por determinação do então presidente da Corte, Dias Toffoli.
As informações reunidas pela PF sob posse de Mendonça indicaram ainda que Moraes fez edições no contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, antes da assinatura.







