TEL AVIV — O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que Benjamin Netanyahu determinou a retirada de estruturas construídas sem autorização em partes da Cisjordânia. A operação ainda não tinha data definida.
A decisão se refere a postos avançados instalados por colonos sem aval oficial do Estado israelense. Essas estruturas costumam ser formadas por trailers pré-fabricados e abrigar poucos moradores. Em diferentes momentos, Israel demoliu postos desse tipo e também reconheceu formalmente outros, permitindo o acesso a financiamento governamental.
A medida foi tomada em meio à pressão dos Estados Unidos, aliado de Israel, por uma resposta aos ataques de colonos contra palestinos. O embaixador norte-americano em Israel, Mike Huckabee, chamou de terroristas os colonos envolvidos em violência e defendeu consequências severas.
Questionado em uma conferência em Jerusalém sobre informações a respeito da operação, Smotrich disse que Netanyahu deu “uma instrução para desocupar locais construídos nas Áreas A e B”. Ele afirmou discordar da decisão, mas declarou que o governo avançou na promoção dos assentamentos na Área C.
Estruturas e assentamentos
A organização israelense Peace Now afirma que existem 340 postos avançados na Cisjordânia, além de 146 assentamentos reconhecidos formalmente pelo governo de Israel. O site Ynet informou que a ordem poderia atingir cerca de 100 postos em todo o território.
Pelos Acordos de Oslo, firmados na década de 1990 entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina, a Cisjordânia foi dividida nas zonas A, B e C. Órgãos da ONU e a maioria dos governos consideram os assentamentos israelenses ilegais segundo o direito internacional e classificam a Cisjordânia como território ocupado sob controle militar. Israel afirma que a área é disputada.
No mês passado, colonos cercaram casas de palestinos em uma vila da Cisjordânia, incluindo uma propriedade de um palestino-americano. Militares expulsaram os colonos da área, mas moradores disseram que continuam sofrendo assédio e intimidação. O governo israelense condena a violência, embora os autores raramente sejam presos e, com menos frequência, julgados.








