O Brasil alcançou em 2025 sua maior pontuação da série histórica apresentada pelo Inep em ciências: 409 pontos. O resultado integra o Pisa 2025, divulgado em 8.set.2026, que avaliou estudantes de 15 anos em 91 países e economias.
A evolução, porém, não ocorreu de forma contínua nas três áreas. Em matemática, a nota brasileira foi de 377 pontos em 2025, abaixo dos 389 registrados em 2012. Em leitura, o país marcou 408 pontos, também menos que o pico de 413 alcançado em 2018.
Distância menor, mas ainda presente
Na comparação com 2006, o Brasil avançou 15 pontos em leitura, passando de 393 para 408. A média comparável da OCDE caiu de 495 para 466, e a diferença entre os resultados recuou de 102 para 58 pontos.
Em matemática, a pontuação brasileira subiu de 370 para 377. No mesmo intervalo, a média da OCDE diminuiu de 501 para 469, reduzindo a distância de 131 para 92 pontos.
Em ciências, o Brasil passou de 390 para 409 pontos. A média da organização caiu de 503 para 486, e a diferença entre os desempenhos foi de 113 para 77 pontos.
A redução da distância ocorreu, portanto, com a combinação de melhora brasileira e queda da média da OCDE nas três áreas avaliadas. Entre os 91 países do balanço, o Brasil teve o 7º maior aumento em leitura e matemática e ficou na 8ª posição em ciências.
Escolas e participação
O levantamento também registrou que 81% dos estudantes brasileiros estavam em escolas com restrição ao uso de celulares em 2025, contra 49% na média da OCDE. A proporção dos que consideravam a escola uma perda de tempo foi de 16% no Brasil e 24% na organização.
Coordenado pela OCDE, o Pisa mede a aplicação de conhecimentos em situações concretas. A edição reuniu cerca de 760 mil estudantes; no Brasil, participaram 30.140 alunos. Desses, 72,4% estudavam em escolas estaduais e 84,7% estavam na 1ª ou na 2ª série do ensino médio.








