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Economia

Cooperativas já movimentam R$ 4,33 bilhões em depósitos municipais

Dados de 2025 mostram avanço do cooperativismo de crédito, mas mil municípios ainda não têm relação financeira com essas instituições.

Cooperativas já movimentam R$ 4,33 bilhões em depósitos municipais

As cooperativas de crédito mantinham, em 2025, R$ 4,33 bilhões em depósitos municipais, alta de 162,2% desde dezembro de 2021. O segmento tinha relacionamento com 5.507 entes municipais distribuídos em 2.940 municípios, segundo dados nacionais citados pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Ainda há, porém, mil municípios onde as cooperativas estão presentes, mas não trabalham financeiramente com o poder público local. Para Eduardo Queiroz, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, aproximar as instituições dos gestores pode ampliar a circulação de recursos nas próprias comunidades. “Esse universo de expansão é um oceano azul de oportunidades”, afirmou.

A possibilidade de captar recursos municipais foi aberta pela Lei Complementar 161/2018, de autoria do deputado Domingos Sávio (PL-MG). Até 2018, o dinheiro das prefeituras ficava restrito às instituições financeiras oficiais, com algumas exceções. A Resolução CMN 5.273/2025 ampliou posteriormente os limites para as cooperativas.

Pelas regras atuais, elas podem captar até o maior valor entre o montante coberto pelo fundo garantidor e 5% dos depósitos à vista e a prazo. Nos sistemas formados por dois ou três níveis, o percentual pode chegar a 6%. A OCB estima que a mudança tenha ampliado em cerca de R$ 4 bilhões o acesso das cooperativas aos recursos municipais.

Expansão em Minas Gerais

Minas Gerais teve uma das maiores adesões à operação de recursos públicos por cooperativas. Entre 2021 e 2023, o número de municípios mineiros que trabalhavam com essas instituições subiu de 107 para 484. No mesmo período, as disponibilidades de caixa municipais operadas por cooperativas passaram de R$ 299,8 milhões para R$ 748 milhões, crescimento de 150%.

As cooperativas estão presentes em 720 das 853 cidades mineiras e são a única alternativa de instituição financeira com atendimento local em 84 delas, conforme informações do Sistema Organização das Cooperativas de Minas Gerais (Ocemg).

A OCB e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) defendem que a escolha pode favorecer negócios locais, ao manter parte dos recursos na economia do município. Um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), de 2023, registrou diferença de R$ 5.100 no PIB médio por habitante entre municípios com cooperativas atuantes e aqueles sem presença do cooperativismo.

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) diz não ter estudos que comparem o retorno local das aplicações em cooperativas e bancos convencionais. Para Paulo Ziulkoski, presidente da entidade, cabe ao gestor avaliar a opção mais adequada em cada situação, sem privilégio automático para nenhum dos modelos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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