As decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos previstas para 4ª feira (16.set.2026) concentraram a atenção dos investidores nesta 3ª feira (15.set.2026). No Brasil, o Copom, do Banco Central, definirá a taxa básica, a Selic. Nos Estados Unidos, será anunciada a taxa de juros do país.
A combinação das duas decisões é chamada de “Super 4ª”. Para Marcos Bassani, especialista em investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, o mercado aguarda a decisão norte-americana e opera com cautela. “Por enquanto o cenário é de cautela”, afirmou.
Na última reunião do Copom, em 5 de agosto, a taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual. Os juros passaram de 14,25% para 14% ao ano, no 4º corte consecutivo.
Indicadores e STF
O IBGE divulgou nesta 3ª feira (15.set.2026) que as vendas do varejo recuaram 0,8% em julho ante o mês anterior, com ajuste sazonal. O dado também esteve entre os fatores acompanhados pelo mercado.
O julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes influenciou os negócios. O plenário ainda discutia o caso.
Ao fim da sessão, o dólar avançou 0,14% e fechou a R$ 5,154. O Ibovespa subiu 0,54%, aos 186.502,64 pontos.
Bassani disse que uma possível alta dos juros norte-americanos pode levar investidores a priorizar títulos de renda fixa dos Estados Unidos, em busca de maior rentabilidade, e a reduzir posições em ativos de renda variável. Para ele, esse movimento afeta o dólar e os juros futuros, mas novas posições devem ser abertas apenas depois da decisão.








