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Economia

Focus reduz previsão de inflação, e mercado melhora nesta terça-feira

Ibovespa avançava 2% enquanto dólar recuava 0,96%, em sessão influenciada por eleições, petróleo e projeções econômicas.

Focus reduz previsão de inflação, e mercado melhora nesta terça-feira

A nova edição do Boletim Focus reduziu a previsão de inflação para 2026 e elevou a estimativa de crescimento da economia brasileira. A projeção para o IPCA caiu de 5,01% para 5%, enquanto a expectativa para o PIB passou de 1,92% para 1,93%.

Mesmo com a melhora, a inflação projetada continua acima do teto da meta, de 4,5%. A previsão para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano, mantendo a perspectiva de juros elevados.

No mercado financeiro, o Ibovespa subia 2% nesta 3ª feira (8.set.2026), na retomada dos negócios após o feriado de 7 de Setembro. Às 12h15, o índice alcançava 188.806,23 pontos. O dólar comercial caía 0,96%, cotado a R$ 5,082 na venda.

A alta da Bolsa também era influenciada pelo petróleo, que se aproximava novamente de US$ 100 por barril em meio às tensões no Oriente Médio. A Petrobras (PETR4) avançava 2,61% às 12h10.

No ambiente político, novas pesquisas aumentaram a percepção de uma disputa competitiva pela Presidência. O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apareciam empatados no 2º turno. A percepção de que Flávio adotaria uma política econômica mais equilibrada a partir de 2027, com maior disciplina das contas públicas, reduziu o prêmio de risco e ajudou a favorecer ações e o real.

A Bolsa acumulou alta de 5,4% na última semana, o maior avanço semanal desde janeiro. Para João Debom, sócio da Supernova Investimentos, “O otimismo político e a tensão geopolítica estão se somando a favor da bolsa brasileira”.

Câmbio e volatilidade

O petróleo mais caro pode ampliar a entrada de dólares no país por meio das exportações, contribuindo para a valorização do real. Se os preços permanecerem elevados, porém, combustíveis e custos de produção podem subir, pressionando a inflação e mantendo os juros altos por mais tempo.

Juros norte-americanos elevados, maior aversão ao risco internacional e a alta do petróleo também podem limitar a queda do dólar. O VXBR, índice de volatilidade da Bolsa, subia 9,03%. Debom afirmou que é preciso observar “se esse fôlego se sustenta ao longo da semana ou se é mais reação pontual do que mudança de rota”.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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