A indústria brasileira perdeu dinamismo no segundo quadrimestre de 2026, quando o resultado nacional passou de uma alta de 1,8% para 0,0% em relação ao primeiro quadrimestre. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (8).
No acumulado de 12 meses, a produção industrial ainda avançou 0,6%, repetindo o resultado de julho e ficando próxima da alta de 0,7% registrada em junho. Onze dos 18 locais pesquisados tiveram perda de ritmo entre os dois períodos. Pernambuco, Espírito Santo, Pará, Maranhão, Região Nordeste e Mato Grosso estão entre os locais com as maiores quedas.
Resultado de agosto
Na comparação com julho, a produção industrial recuou 0,6% em agosto de 2026. Dez dos 15 locais analisados registraram queda. As maiores retrações foram observadas no Pará (-7,3%), no Amazonas (-5,7%) e no Rio Grande do Sul (-4,5%).
A Bahia teve o maior avanço do mês, com alta de 3,7% e três meses seguidos de crescimento. Também houve expansão no Rio de Janeiro (1,1%), em Mato Grosso (1,0%) e no Paraná (1,0%). Minas Gerais ficou estável. São Paulo caiu 0,2%, enquanto a Região Nordeste recuou 0,5%.
O Pará acumulou cinco meses consecutivos de queda, com perda de 19,5% no período. No Amazonas, o resultado representou devolução parcial do avanço de 14,3% registrado em julho. O Rio Grande do Sul interrompeu uma sequência de dois meses de crescimento, período em que havia acumulado alta de 6,4%.
Comparação anual
Em relação a agosto de 2025, a indústria brasileira caiu 1,2%, com 12 dos 18 locais pesquisados em baixa. Pará (-19,8%) e Maranhão (-11,2%) tiveram as maiores retrações. Rio de Janeiro (8,3%) e Espírito Santo (8,0%) registraram os maiores avanços nessa base de comparação.








