A participação das mulheres nas operações com criptoativos no Brasil alcançou 31,04% em junho de 2026, maior índice registrado neste ano, conforme dados da Receita Federal. O percentual ficou acima dos 30% nos meses anteriores, após chegar a 30,57% em abril e 30,68% em maio.
A presença feminina cresceu em relação a agosto de 2019, quando as mulheres representavam 11,34% das operações realizadas por pessoas físicas. Em dezembro de 2025, esse percentual havia subido para 29,90%.
Participação oscilou ao longo do período
O avanço não ocorreu de forma contínua. Em janeiro de 2024, as mulheres chegaram a responder por 40,95% das operações de pessoas físicas. O índice recuou para 29,14% em janeiro de 2025.
Durante 2025, a participação variou de 18,49%, em junho, a 30,32%, em abril. Em dezembro, ficou em 29,90%. Em janeiro de 2026, o percentual foi de 29,07%.
Apesar do aumento na quantidade de operações, a participação feminina no valor movimentado continuou menor. Em agosto de 2019, as mulheres respondiam por 11,10% do valor das operações feitas por pessoas físicas. Em dezembro de 2025, a proporção chegou a 12,62%.
O relatório de criptoativos da Receita Federal reúne dados de operações realizadas em exchanges, plataformas digitais usadas para comprar e vender criptomoedas, e de transações diretas entre investidores, sem intermediação dessas empresas. A série mais recente indica que a participação feminina segue próxima de 30% em 2026.








