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Economia

Setor aéreo apresenta três medidas para conter impacto de novos impostos

Ministério de Portos e Aeroportos calcula que a carga tributária sobre bilhetes pode passar de 8,3% para 27%.

Setor aéreo apresenta três medidas para conter impacto de novos impostos

O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou três propostas para mudar a aplicação da reforma tributária no setor aéreo. As medidas buscam reduzir os efeitos das mudanças fiscais sobre o transporte doméstico de passageiros, as operações internacionais e a tributação de aeronaves.

A projeção do ministério é que a carga tributária sobre as passagens passe dos atuais 8,3% para 27% a partir de janeiro do ano que vem, com a adoção do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Nesse cenário, o preço final dos bilhetes pode subir 17,3%.

A estimativa foi apresentada em 3ª feira (8.set.2026) pela diretora do Departamento de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias, Clarissa Barros. A exposição ocorreu em uma reunião organizada pela Secretaria Nacional de Aviação Civil com representantes do transporte aéreo doméstico e internacional.

As propostas foram apresentadas por Clarissa e pelo secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo. Elas ainda estão sob análise da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e dependem de aprovação do Ministério da Fazenda e do Comitê Gestor do IBS, responsáveis pela regulamentação da reforma.

Risco para voos regionais

O Ministério de Portos e Aeroportos avalia que o aumento dos tributos pode afetar as operações das empresas, reduzir a oferta de voos e limitar a expansão da malha aérea brasileira. Para Clarissa, uma eventual queda na demanda das principais rotas pode comprometer a manutenção de voos regionais.

A diretora explicou que as rotas troncais dão estabilidade às companhias aéreas e sustentam as operações secundárias. Com passagens mais caras e menor procura, as empresas poderiam reduzir a oferta e ajustar aeronaves e operações, atingindo também mercados regionais e subregionais.

Na abertura da reunião, Daniel Longo afirmou que o ministério apoia a reforma tributária, mas defendeu regras específicas para o setor aéreo, devido às suas características operacionais. As mudanças propostas ainda precisam passar pelas instâncias responsáveis antes de serem adotadas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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