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Economia

Setor aéreo prevê menor demanda com mudança nos tributos sobre passagens

Estudo da Alta estima impacto sobre preços, voos, turismo e transporte de cargas após a adoção do novo modelo tributário.

Setor aéreo prevê menor demanda com mudança nos tributos sobre passagens

A Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta) estima que a mudança na tributação poderá reduzir a demanda por voos domésticos em 21,1% e por viagens internacionais em 17,8%. O estudo considera a aplicação de uma alíquota-padrão de 26,5% para o setor aéreo.

A entidade calcula que os preços das passagens subiriam 16,1% no mercado doméstico e 13,3% no internacional com a entrada em vigor da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Transição dos tributos

A reforma tributária foi promulgada em dezembro de 2023 por meio da Emenda Constitucional 132. O texto unificou tributos sobre o consumo e criou o IBS, a CBS e o Imposto Seletivo.

A CBS e o Imposto Seletivo começam a valer em 1º de janeiro. O IBS entra na fase de transição em 2027 e substitui gradualmente o ICMS e o ISS de 2029 a 2032. A previsão é de que o novo sistema esteja totalmente implantado em 2033. PIS e Cofins deixam de existir.

Para a Alta, a queda na procura exigiria que as companhias aéreas ajustassem sua capacidade, com possível desaceleração da expansão da malha aérea. “O aumento da tributação sobre passageiros pode elevar o preço das passagens, reduzindo a demanda e dificultando a expansão da conectividade aérea”, afirma a associação.

Efeitos sobre aviação e turismo

Uma análise com dados da Agência Nacional de Aviação Civil aponta pressão financeira sobre o setor. Entre 2015 e o 3º trimestre de 2025, as companhias aéreas brasileiras acumularam R$55 bilhões em prejuízos líquidos.

No cenário-base apresentado no estudo, o emprego ligado ao turismo passaria de 8,3 milhões em 2026 para 9,8 milhões em 2036. Com a tributação modelada, o número chegaria a cerca de 9,44 milhões.

A associação também afirma que a menor conectividade pode afetar o transporte de mercadorias de alto valor e sensíveis ao tempo. Isso ocorre porque quase metade da carga aérea internacional segue no porão de aviões de passageiros, no chamado belly cargo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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