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Aberturas deixam turnê de Ed Sheeran após retirada de Macklemore

Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e Beoga anunciaram apoio à causa palestina e desistiram de abrir os shows do cantor.

Aberturas deixam turnê de Ed Sheeran após retirada de Macklemore
Foto: Leo Franco/AgNews

Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda Beoga anunciaram nesta terça-feira (15) que não vão mais abrir os shows de Ed Sheeran. As decisões ocorreram depois que Macklemore deixou as apresentações restantes da turnê Loop nos Estados Unidos.

Com a saída dos quatro artistas, Sheeran ficou sem atrações de abertura para a série de concertos, que tem datas previstas até 11 de dezembro. Finneas participaria dos shows em São Paulo nos dias 5 e 6 de dezembro. O grupo Beoga também acompanhava Sheeran em trechos do repertório influenciados pela música tradicional irlandesa.

Os artistas associaram as decisões à defesa da causa palestina. “Artistas não devem ser silenciados por se manifestar contra a opressão”, escreveu Finneas no Instagram. Lukas Graham afirmou que artistas deveriam poder falar sobre guerras, civis mortos e crianças, independentemente do lugar onde vivem.

Saída de Macklemore

Macklemore comunicou na segunda-feira (14) que não continuaria na turnê. Ele estava escalado para abrir oito dos dez shows restantes nos Estados Unidos, cuja retomada estava prevista para 19 de setembro, na Filadélfia.

A Messina Touring Group, promotora da etapa americana, informou que os locais das próximas apresentações não permitiriam a participação do rapper. Segundo a empresa, a manutenção dele no elenco poderia provocar o cancelamento da turnê e afetar centenas de milhares de fãs. Boston, Atlanta, Charlotte, Indianápolis, Dallas e Tampa estavam entre as cidades citadas.

A controvérsia começou em 4 de setembro, quando Macklemore abriu um show no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e gritou “Free Palestine”. Ele também disse que queria que as pessoas em Gaza e na Cisjordânia soubessem que não haviam sido esquecidas. O Conselho Israelense-Americano pediu a retirada do rapper.

Ed Sheeran afirmou que a decisão foi tomada pela Messina Touring Group e declarou: “Não sou cúmplice”. O cantor disse ter opiniões pessoais sobre o conflito, embora escolha não falar publicamente sobre elas.

Um comitê de investigação contratado pela Organização das Nações Unidas apontou em junho que Israel alvejou crianças deliberadamente na Faixa de Gaza. O relatório classificou as práticas como genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra, e registrou que cerca de 30% dos 73 mil mortos na guerra em Gaza eram crianças — pouco mais de 20 mil pessoas.

Sheeran ainda não comentou a saída dos demais artistas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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