Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00% Brasília 18°C 18° / 26°
Entretenimento

Cinemateca reúne obras que expõem as tensões do cinema de 1976

Mostra com filmes brasileiros e estrangeiros começa na quarta-feira, dia 9, com sessão ao ar livre de “Carrie, a Estranha”.

Cinemateca reúne obras que expõem as tensões do cinema de 1976
Foto: Divulgação

A mostra “1976 – 50 Anos Depois” começa na quarta-feira, dia 9, na Cinemateca Brasileira, com uma sessão ao ar livre de “Carrie, a Estranha”, dirigido por Brian de Palma. A programação reúne filmes brasileiros e estrangeiros realizados em 1976 e atravessados por conflitos ligados à sexualidade, à repressão, à violência, à política e ao enfraquecimento das utopias de 1968.

O filme de abertura acompanha Carrie, estudante discriminada e humilhada por colegas, enquanto sua mãe representa uma forma radicalizada de fé religiosa. A obra coloca em choque a liberdade sexual ampliada desde 1968 e práticas de perseguição entre jovens.

“Taxi Driver”, de Martin Scorsese, também integra a seleção. O protagonista, Travis, é um motorista de táxi que tenta impor uma ideia de pureza em Nova York e decide salvar uma prostituta de 12 anos. A tensão entre sexualidade e puritanismo conduz a trajetória do personagem, marcada pelos fantasmas da guerra no Vietnã.

Em “Império dos Sentidos”, Nagisa Oshima apresenta um casal de amantes consumido pelo sexo enquanto o militarismo japonês cresce às vésperas da Segunda Guerra. Já “Jonas, que Terá 25 Anos no Ano 2000”, de Alain Tanner, reúne personagens perplexos e perdidos no mundo.

A programação inclui ainda “Deserto dos Tártaros”, de Valerio Zurlini; “1900”, de Bertolucci; “O Último Pistoleiro”, de Don Siegel; e “O Último Magnata”, de Elia Kazan. Os dois últimos tratam de um sentimento de encerramento: um acompanha um velho cowboy em seus últimos dias, e o outro evoca Irving Thalberg por meio de Monroe Stahr.

Entre os filmes estrangeiros estão também “O Inquilino”, de Polanski, sobre o deslocamento e a sensação de estranhamento, e “Coração de Vidro”, de Werner Herzog, centrado na obsessão pela perfeição entre fabricantes de cristal.

Produção brasileira

No Brasil, a mostra aborda os efeitos do Ato Institucional 5, a censura e o esmagamento dos movimentos de resistência armada. Em “Aleluia Gretchen”, Sylvio Back aproxima o regime militar brasileiro do nazismo ao narrar a saga de imigrantes alemães no Sul do país.

A seleção traz “Xica da Silva”, de Cacá Diegues, com Zezé Motta no papel principal, e “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, dirigido por Bruno Barreto a partir do romance de Jorge Amado. O segundo filme acompanha o triângulo amoroso entre Flor, seu novo marido e o espírito de Vadinho.

Também estão no ciclo “Inferno Carnal”, de José Mojica Marins, e “Bacalhau”, de Adriano Stuart, paródia de “Tubarão”, de Spielberg, com elementos sexuais característicos da pornochanchada. O curador da mostra é Paulo Sacramento.

A programação dedicada aos filmes de 1976 é apresentada como um dos pontos altos do cinema de 2026.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5