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AfD promete deportações e mudanças nas escolas em plano para a Saxônia-Anhalt

Partido aparece com até 43% nas pesquisas e propõe medidas que podem enfrentar barreiras constitucionais e logísticas.

AfD promete deportações e mudanças nas escolas em plano para a Saxônia-Anhalt
Foto: Rony Hartmann/AFP

A AfD, partido de ultradireita da Alemanha, pode assumir pela primeira vez um governo regional no pós-guerra após a eleição estadual realizada hoje no leste do país. A legenda aparece com entre 40% e 43% das intenções de voto, enquanto a CDU, do chanceler Friedrich Merz, tem 23%.\n\nCerca de 1,7 milhão de eleitores podem votar até as 18h no horário local, quando as urnas serão fechadas. Em Brasília, o encerramento ocorre às 13h.\n\nUlrich Siegmund, candidato da AfD ao governo estadual, apresentou um pacote para os primeiros 100 dias caso o partido vença. Entre as propostas estão ampliar as deportações de solicitantes de asilo rejeitados e aumentar o número de centros de detenção para imigrantes.\n\nO programa também prevê trabalho obrigatório para todos os requerentes de asilo e mudanças na organização das escolas. A legenda quer criar unidades específicas para filhos dessas famílias e separar crianças de requerentes de asilo em classes próprias.\n\nA AfD propõe ainda proibir bandeiras do arco-íris nas escolas e tornar obrigatório o hasteamento diário da bandeira alemã. O homeschooling seria liberado, enquanto a política de inclusão acabaria, levando pessoas com deficiência a estudar em escolas separadas.\n\nOutras medidas incluem cancelar o acordo de radiodifusão com emissoras públicas como ARD e ZDF e cortar recursos de iniciativas como “Escola sem racismo - Escola com coragem”. O plano prevê agentes de segurança em escolas consideradas problemáticas e uma comissão para investigar a gestão federal da pandemia de covid-19.\n\nParte das propostas pode ser contestada. A rescisão de contratos de radiodifusão é possível para um governo estadual, mas a Alemanha precisa manter um sistema público de comunicação baseado em princípios constitucionais, e o rompimento só teria efeito após dois anos.\n\nUm parecer jurídico independente da Sociedade para os Direitos Civis considera inconstitucional a separação permanente de estudantes filhos de requerentes de asilo. Classes temporárias para reforço do alemão existem, mas não equivalem à segregação permanente.\n\nA AfD nunca governou em uma coalizão estadual. A legenda considera tanto um governo de partido único quanto uma aliança liderada pela CDU, mas não está claro se os conservadores aceitariam romper o “cordão sanitário” contra o partido.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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