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Empresário citado nos arquivos Epstein lidera exploração de petróleo na Venezuela

Alejandro Betancourt comandará operação de 17 campos com concessão de 100 anos em acordo entre os governos dos Estados Unidos e da Venezuela.

Empresário citado nos arquivos Epstein lidera exploração de petróleo na Venezuela

Alejandro Betancourt, empresário venezuelano citado nos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein, será responsável pela exploração de 17 campos de petróleo na Venezuela. A operação ficará a cargo da North American Blue Energy Partners (Nabep), empresa da qual ele é dono, por meio de uma concessão de 100 anos.

O acordo foi anunciado na última sexta-feira (28/8) pelos governos dos Estados Unidos, de Donald Trump, e da Venezuela, de Delcy Rodríguez, oito meses após o sequestro de Nicolás Maduro. A Casa Branca classificou a Nabep como uma “operadora comprovada” e a “segunda maior produtora privada de petróleo da Venezuela”.

Betancourt aumentou seu patrimônio durante a era de Hugo Chávez (1999-2013) e já foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele aparece nos arquivos liberados pelo governo americano sobre Epstein como citado ou destinatário de mensagens.

Mensagens nos arquivos Epstein

Em setembro 2012, o empresário venezuelano Francisco D’Agostino encaminhou a Epstein um e-mail no qual dizia que Betancourt era seu parceiro de negócios e sugeria um almoço. Em outubro, D’Agostino recomendou o empresário ao bilionário americano e afirmou que ele tinha 34 anos e mais de $3 bilhões em contratos com o governo venezuelano.

As mensagens também mencionavam empresários, banqueiros e políticos venezuelanos, entre eles o General Alejandro Andrade, então chefe do Tesouro venezuelano. Epstein pediu um roteiro de uma noite e dois dias para Caracas, mas não há informação pública de que a viagem tenha ocorrido. Em dezembro de 2012, uma mensagem sobre uma oportunidade de investimento em petróleo foi enviada a um contato identificado como “S A”, com cópia para Epstein e Betancourt.

Termos do acordo

Segundo a Casa Branca, os campos têm reservas estimadas em aproximadamente 65 bilhões de barris. A Nabep concedeu ao Departamento de Guerra americano uma participação de 35% na empresa controladora. O Departamento de Estado dos Estados Unidos poderá comprar 20% da produção, a preço de custo, e terá preferência na compra dos outros 80%.

A maioria dos integrantes do conselho da Nabep deverá ser formada por cidadãos americanos. O acordo é regido pela legislação americana e está sujeito à jurisdição dos tribunais americanos. A empresa também investirá US$ 100 bilhões em novas infraestruturas petrolíferas na Venezuela.

Delcy Rodríguez classificou o acordo como “histórico” e afirmou que a Venezuela manterá a propriedade e a soberania sobre o petróleo. A presidente interina disse que o país não tem capacidade de explorar combustíveis fósseis sozinho, apesar de possuir uma das maiores reservas de petróleo do mundo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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