O petróleo Brent avançava 1,46% por volta das 7h32 e era negociado a US$ 98,42 por barril nos contratos para novembro. A cotação chegou a US$ 99,45 na máxima da sessão, após atingir o maior nível em seis semanas.
A valorização ocorre em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o país responderá a novos ataques americanos. “Ataquem nossos ativos e vocês serão atacados”, declarou.
Os dois países trocaram ataques durante o fim de semana. A empresa de inteligência naval Marisks avaliou que navios comerciais passaram a ser usados como instrumentos de pressão econômica e que a separação entre o confronto militar e o transporte de cargas foi enfraquecida.
As interrupções no Estreito de Hormuz reduziram a oferta global de combustíveis. A rota é responsável pelo escoamento de 20% do petróleo produzido no mundo. Países passaram a usar reservas estratégicas para evitar o desabastecimento, enquanto os estoques de combustíveis dos Estados Unidos estão abaixo da média de cinco anos.
O Goldman Sachs estima que o Brent pode chegar a US$ 120 se as agressões no Golfo Pérsio continuarem. A Opep+ decidiu, no final de semana, manter a produção em outubro.
Mercados acionários
Na pré-abertura de Wall Street, o Dow Jones recuava 0,7%, o S&P caía 0,21% e o Nasdaq variava 0,06%, por volta das 7h10.
Na Europa, o Stoxx 600 recuava 0,1%, aos 649,22 pontos, às 7h32. O FTSE de Londres caía 0,04%, o DAX de Frankfurt, 0,15%, o CAC 40 de Paris, 0,14%, e o IBEX de Madri, 0,42%. O PSI de Lisboa subia 0,55%.
Na Ásia, o Nikkei de Tóquio caiu 1,71% e o Kospi da Coreia do Sul recuou 0,58%. O Xangai Composite avançou 0,2%, a 3.940,55 pontos, enquanto o Shenzhen Composite caiu 0,1%, a 2.526,93 pontos.








