Cerca de 28% dos parlamentares do 119º Congresso dos Estados Unidos são católicos. Ao todo, 150 legisladores da Câmara dos Representantes e do Senado se identificam com a religião e relatam que a espiritualidade participa de suas decisões e atividades políticas.
Durante a rotina no Capitólio, parlamentares recorrem a práticas religiosas para manter o equilíbrio. O senador Eric Schmitt ouve podcasts de bispos e padres no início do dia. Outros participam de grupos de oração ou rezam o rosário nas manhãs de votação. O uso da tecnologia permite o acesso a conteúdos espirituais mesmo nos dias mais intensos.
Para esses legisladores, reservar dez minutos para a espiritualidade ajuda a preservar o foco e o propósito no serviço público e na elaboração de leis.
A doutrina católica também aparece nas pautas defendidas por parlamentares como Riley Moore e Robert Onder. Eles descrevem a fé como o centro de suas vidas e associam o compromisso religioso à defesa da liberdade de crença, dos direitos de consciência para profissionais de saúde e do combate à perseguição de cristãos no mundo.
O serviço ao país é apresentado por esses representantes como uma extensão do compromisso cristão. Entre as prioridades mencionadas estão os valores da família e a proteção da vida.
As trajetórias religiosas variam. John Rutherford, que cresceu em outra denominação, estudou a Bíblia e documentos papais depois de enfrentar crises existenciais durante sua atuação como policial. Ele se converteu ao catolicismo por causa da autoridade da Igreja e da presença de Jesus na Eucaristia. Stephanie Bice se aproximou da religião na faculdade, enquanto Mark Messmer atribui a retiros para leigos uma renovação de sua ligação com o Evangelho e uma mudança em sua visão sobre liderança.
Experiências de sofrimento pessoal também influenciam esses parlamentares. Tom Emmer afirma que a serenidade da irmã diante de um câncer terminal o ajudou a superar a raiva e a confiar na vontade de Deus. O contato com vítimas de terrorismo na Nigéria levou parlamentares a refletir sobre a ideia de salvação através do sofrimento. Essas experiências são relacionadas à atuação no Congresso para aliviar a dor de outras pessoas, com a política vista como instrumento de auxílio e caridade.







