Relatório do Pew Research Center aponta que 150 católicos integram o 119º Congresso dos Estados Unidos. Eles representam mais de 28% dos membros da Câmara dos Representantes e do Senado: 126 estão na Câmara e 24, no Senado.
Parlamentares ouvidos relataram como a fé influencia suas decisões, a rotina no Capitólio e a trajetória pessoal. O senador Eric Schmitt, republicano do Missouri, disse que foi criado com a importância de manter uma relação pessoal com Cristo. Aos 17 anos, participou de um retiro jesuíta e passou a voltar ao local para rezar após o nascimento do filho com uma condição genética rara. Ele também afirmou que recorre à oração, a podcasts religiosos e a períodos de silêncio para começar os dias de trabalho.
O deputado John Rutherford, republicano da Flórida, contou que participa de missas e reza o rosário. Criado na Igreja Metodista Unida, ele disse que se afastou da religião por volta dos 14 anos e retomou a leitura da Bíblia depois de trabalhar como policial em Jacksonville, na Flórida. Mais tarde, após estudar a autoridade da Igreja Católica, converteu-se.
Mark Messmer, republicano de Indiana, afirmou que mantém a prática religiosa com missa diária e um grupo de oração. Stephanie Bice, republicana de Oklahoma, converteu-se ao catolicismo na faculdade e disse que reza com assessores no Capitólio. Ela também relatou ter conhecido o papa Francisco no Vaticano.
Robert Onder, republicano do Missouri, associou sua atuação política à defesa da liberdade religiosa e dos direitos de consciência de médicos. Riley Moore, republicano da Virgínia Ocidental, afirmou que a fé orienta suas decisões e citou a defesa de cristãos perseguidos, especialmente na Nigéria.
Tom Emmer, republicano de Minnesota e líder da maioria da Câmara, relatou que a família influenciou sua fé. Ele disse ter enfrentado dúvidas após a morte da irmã Bridget, que morreu de câncer de mama aos 38 anos, e que uma conversa com ela durante o tratamento mudou sua maneira de lidar com o sofrimento.








