O Irã afirma ter testado com sucesso um novo míssil antinavio contra uma embarcação da Marinha dos Estados Unidos há 48 horas. Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, não informou onde a ação teria ocorrido. Os Estados Unidos não comentaram o suposto ataque.
Rezaei declarou que o míssil "causou um verdadeiro inferno para os americanos, e eles fugiram". O secretário também disse que o Irã evita afundar navios que transportam petróleo para não provocar danos ambientais na região.
Nos próximos dias, o governo iraniano deve anunciar uma zona restrita fora do Estreito de Hormuz. Qualquer embarcação que entre na área será incluída em uma lista de sanções. A área começará na linha de bloqueio da Marinha dos Estados Unidos e avançará por partes do Golfo Pérsico, afirmou Rezaei em discurso televisionado.
Trânsito pelo estreito
O secretário afirmou que Hormuz está completamente fechado e sob controle das forças armadas iranianas. A declaração contraria o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse que a passagem está aberta.
Segundo Rezaei, apenas sete ou oito navios com itens essenciais atravessam atualmente o estreito. Antes do fechamento pelo Irã, mais de 100 navios, com mais de 100 milhões de toneladas de carga, passavam diariamente pelo local. Ele acusou os Estados Unidos de tentar levar embarcações pela área a um custo muito alto e disse que esses navios geralmente são atacados, sem indicar os responsáveis.
Negociações paralisadas
As declarações ocorrem após o fracasso de um acordo de cessar-fogo assinado em junho e mediado pelo Paquistão. O pacto expirou em 17 de agosto sem avanço nas negociações.
A Casa Branca exige que Teerã entregue seu estoque de urânio enriquecido e encerre o programa nuclear. O Irã rejeita essas condições enquanto os Estados Unidos mantiverem o bloqueio naval.
Em 31 de agosto, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que o país ainda busca negociar o fim da guerra. "Continuar a guerra não interessa a ninguém: nem a nós, nem à região, nem à humanidade", afirmou. Trump negou interesse em retomar as conversas e pediu que os iranianos se rebelem.








