O projeto de exploração de petróleo Sea Lion está no centro da nova tensão entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas. A reserva fica 220 km ao norte do arquipélago, e a previsão é que a extração comece em 2028.
A iniciativa é desenvolvida pela britânica Rockhopper e pela israelense Navitas. O presidente argentino, Javier Milei, anunciou que pretende impor sanções a empresas que explorem recursos naturais nas ilhas. Ele também afirmou que construirá uma base naval integrada na província da Terra do Fogo, território que a Argentina considera incluir as Malvinas.
O porta-voz do premiê britânico Andy Burnham disse que as forças necessárias para defender a soberania do arquipélago continuarão no local enquanto os moradores desejarem. “Nossas forças armadas estão de prontidão 24 horas por dia, sete dias por semana, para proteger o Reino Unido e os nossos interesses”, afirmou.
A disputa motivou uma guerra entre Argentina e Reino Unido em 1982, vencida pelos britânicos. Antes dos anúncios de Milei, Buenos Aires mantinha a reivindicação de soberania por vias diplomáticas e em organismos internacionais.
A população local rejeita a incorporação pela Argentina. Em um referendo realizado em 2013, 99,8% dos habitantes disseram preferir que as ilhas continuassem como território ultramarino britânico.
O discurso do presidente argentino ocorreu dias depois de Donald Trump declarar que poderia reavaliar a posição de neutralidade dos Estados Unidos sobre a disputa. Em entrevista coletiva na Casa Branca, na segunda-feira (31), Trump disse: “Eu sempre revejo todas as posições. Essa é apenas uma entre muitas”.








