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Saúde

Insolação pode ocorrer em trilhas e levar à morte, alertam dermatologistas

Sophie Goodyer-Bird morreu após passar mal na descida do Monte Snowdon; autópsia indicou insolação por esforço físico.

Insolação pode ocorrer em trilhas e levar à morte, alertam dermatologistas
Foto: Reprodução/GoFundMe

A insolação pode acontecer durante trilhas, caminhadas e exercícios, não apenas na praia. O alerta foi dado pelas dermatologistas Andressa Vargas, do Rio Grande do Sul, e Flégon David, de Belo Horizonte, após a morte da britânica Sophie Goodyer-Bird, de 35 anos.

Sophie morreu depois de escalar o Monte Snowdon, no País de Gales. O caso passou a ser investigado com a abertura de um inquérito sobre as circunstâncias da morte. A autópsia apontou como causa provisória uma insolação por esforço físico.

A britânica viajou ao país no mês de julho para subir a montanha. Ela alcançou o cume, a 1.085 metros de altitude, mas passou mal durante a descida, desmaiou e permaneceu inconsciente. Excursionistas prestaram os primeiros socorros, mas Sophie não resistiu. Ela era mãe de um menino de 12 anos.

Quando o calor se torna uma emergência

De acordo com o Ministério da Saúde, a insolação é provocada pela exposição excessiva ao sol e ao calor intenso. A temperatura corporal pode ultrapassar 40 °C, fazendo o mecanismo de transpiração falhar e impedindo o resfriamento do corpo.

A condição também pode surgir em ambientes muito quentes. Com o aumento rápido da temperatura, o organismo perde água, sais e nutrientes importantes para seu funcionamento. Dor de cabeça e pele muito quente estão entre os sinais de preocupação. Confusão mental e temperatura corporal muito elevada exigem atendimento médico imediato.

Andressa Vargas afirma que a insolação é uma emergência causada pela incapacidade de o organismo controlar a própria temperatura. O quadro pode provocar alterações neurológicas, lesões em órgãos e morte. Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e praticantes de atividade física intensa no calor estão entre os grupos mais vulneráveis.

Protetor solar não evita o superaquecimento

Flégon David explica que o protetor solar atua principalmente contra as radiações ultravioleta UVA e UVB e, em alguns casos, contra a luz visível. O produto não bloqueia a radiação infravermelha, associada à sensação de calor, e não impede o superaquecimento do organismo.

As medidas de prevenção incluem hidratação, roupas leves, pausas em locais frescos e evitar exercícios ou exposição prolongada nos horários mais quentes. A insolação também pode ocorrer em trabalhos ao ar livre e em ambientes fechados muito quentes, especialmente quando o calor se combina ao esforço físico.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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