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Política

Ação de Flávio no TSE pede bloqueios e inelegibilidade por 8 anos

Petição atribui à rede de perfis no Instagram 11,6 milhões de visualizações em 62 horas após o 1º turno.

Ação de Flávio no TSE pede bloqueios e inelegibilidade por 8 anos

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) medidas contra uma rede de perfis no Instagram e a inelegibilidade por 8 anos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e dos responsáveis pelas contas. O pedido foi apresentado na 4ª feira (7.out.2026), em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).

Entre as providências urgentes solicitadas estão a suspensão dos perfis apontados como núcleo de produção até as 23h59 de 26 de outubro de 2026, o bloqueio de convites de coautoria e a retirada de 221 publicações e cópias idênticas ou equivalentes. A petição também pede a proibição de disparos em grupos do canal “Porta-Voz do Lula”.

O documento solicita ainda que a Meta e o WhatsApp identifiquem administradores de contas anônimas e endereços IP. Para as plataformas, a multa requerida é de R$ 100 mil por hora de descumprimento; para os investigados, de R$ 50 mil por publicação. A ação atribui à chapa de Lula e Alckmin benefício decorrente da circulação de 218 conteúdos falsos ou descontextualizados após o 1º turno.

Dados apresentados na petição

O levantamento considera o período entre a meia-noite de 5 de outubro e 14h28 de 7 de outubro. Foram analisadas 2.856 publicações de 146 perfis. A rede reunia 1.525 perfis conectados por 5.882 relações de coautoria, distribuídos em 16 grupos identificados pelo algoritmo Louvain.

No núcleo classificado como de desinformação, havia 218 publicações: 24 consideradas falsas e 194 descritas como descontextualizadas ou sem confirmação. O conjunto somou 11,6 milhões de visualizações, 2,5 milhões de interações e alcance potencial de 29,3 milhões de seguidores. A petição afirma que 74% das publicações da rede e 80% das do núcleo usaram a ferramenta collab, com até 6 perfis assinando a mesma postagem.

O processo, de número 0602742-32.2026.6.00.0000, tramita na Corregedoria-Geral Eleitoral e é assinado pela advogada Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro. Além da cassação do registro de candidatura ou do diploma eleitoral, Flávio pede o envio dos autos ao Ministério Público Eleitoral para apuração de possíveis crimes eleitorais.

A petição menciona uma diferença de 1,87 ponto percentual entre os 2 primeiros colocados no 1º turno, que tiveram 47,03% e 45,16% dos votos válidos. Também afirma que faltavam 18 dias para o 2º turno quando o pedido foi protocolado e sustenta que os efeitos das visualizações não poderiam ser revertidos depois da apuração.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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