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Política

ANP fixa valores de investimentos reconhecidos em gasodutos para novo ciclo

Base regulatória de ativos de cinco transportadoras será usada na próxima fase de cálculo das tarifas de gás natural.

ANP fixa valores de investimentos reconhecidos em gasodutos para novo ciclo

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovou os valores da Base Regulatória de Ativos (BRA) de cinco transportadoras de gás natural. A decisão foi tomada na 6ª feira (2.out.2026), durante a conclusão da 2ª etapa do processo tarifário de 2026 a 2030.

Os montantes reconhecidos pela agência foram de R$ 56,02 milhões para a TSB (Transportadora Sul-Brasileira de Gás), nos trechos 1 e 3; R$ 341,20 milhões para a GOM (GasOcidente do Mato Grosso); e R$ 2,649 bilhões para a TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil), no Bloco Novo Mercado.

Para a NTS (Nova Transportadora do Sudeste), a BRA ficou em R$ 0 na Malha Sudeste e em R$ 163 milhões no Gasig. A TAG (Transportadora Associada de Gás) teve R$ 0 reconhecidos na Malha Nordeste e R$ 874,26 milhões no Gasfor 2.

A BRA reúne investimentos em gasodutos, equipamentos e outras estruturas que a ANP considera necessários e adequados para o transporte de gás. No início de cada ciclo, entra no cálculo apenas a parcela que ainda não foi recuperada por meio das tarifas pagas pelos usuários nos anos anteriores.

De acordo com a ANP, os valores zerados para a Malha Sudeste, da NTS, e para a Malha Nordeste, da TAG, indicam que não havia capital considerado prudente ainda não recuperado pelas tarifas anteriores.

Próxima fase

O processo tarifário foi dividido em 3 etapas. A primeira terminou em dezembro de 2025 e definiu o WACC (Custo Médio Ponderado de Capital) real em 7,63% ao ano.

Na etapa concluída em 2.out, a agência também examinou investimentos realizados e planejados para o período. As transportadoras precisaram comprovar a necessidade e a prudência dos projetos apresentados.

Os valores da BRA não correspondem às tarifas finais. Na 3ª etapa, a ANP vai calcular a RMP (Receita Máxima Permitida), avaliar os custos operacionais e definir o fator de eficiência. Esses elementos serão usados para formar as tarifas de 2026–2030, cuja proposta ainda passará por participação social antes da decisão final.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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