BRASÍLIA — Um ato organizado pelo Partido Liberal (PL) reuniu apoiadores em defesa do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes nesta segunda-feira (7). A deputada federal Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado, afirmou que a mobilização buscava contestar medidas contra Mendonça. “Nosso objetivo é mostrar que o povo brasileiro está indignado”, disse.
Luiza, filha de Clezão, que foi preso durante os processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e morreu na prisão, também discursou. Ela falou sobre a memória do pai e dos demais presos pelos acontecimentos de 2023.
Outro protesto ocorreu em frente ao Banco Central e foi convocado por Sebastião Coelho, ex-desembargador e candidato ao Senado pelo Distrito Federal. O ato teve a participação do senador licenciado Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema. Centenas de pessoas participaram das mobilizações, que também reuniram parlamentares e lideranças políticas e religiosas.
Coelho disse que a manifestação foi espontânea e sem caráter partidário. Ele afirmou que o local recebeu as primeiras manifestações e caminhadas contra decisões do STF desde novembro de 2023. O ex-desembargador também diferenciou o ato diante do Banco Central de uma mobilização na Funarte, que classificou como político-partidária.
Girão afirmou que o movimento pretendia pressionar as instituições e cobrar providências sobre abusos e falta de independência entre os Poderes. Ele criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por questionamentos relacionados à atuação de Mendonça, e responsabilizou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por não dar andamento às providências pedidas.
O senador Izalci Lucas (PL-DF) defendeu a continuidade das manifestações contra o governo federal e o STF. Ele também criticou a possibilidade de Alcolumbre reunir, em uma mesma discussão, pedidos de impeachment contra Moraes e Mendonça. Para Izalci, as conversas envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro foram reveladas pelo celular do ministro, e não por Mendonça.








