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Política

Mendonça acusa PF de monitorá-lo e afasta dois diretores da corporação

Ministro afirma que relatórios foram produzidos de 3 a 31 de agosto de 2026 e usados por Moraes em pedido contra ele.

Mendonça acusa PF de monitorá-lo e afasta dois diretores da corporação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a Polícia Federal o monitorou ilegalmente entre 3 e 31 de agosto de 2026. De acordo com a decisão, a corporação produziu ao menos 6 relatórios sobre sua atuação durante o período.

Mendonça classificou a atividade como monitoramento sistemático e ilícito. Ele determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. Também ordenou que a Corregedoria da corporação investigue a elaboração dos documentos nas áreas penal e administrativo-disciplinar.

Os relatórios foram produzidos pela estrutura de inteligência ligada à Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores da PF. Segundo Mendonça, o material analisou decisões suas, o relacionamento com autoridades e possíveis motivações políticas para atos praticados no cargo. Os documentos, com cerca de 50 páginas, foram elaborados paralelamente às investigações das operações Sem Desconto e Compliance Zero.

Uso dos relatórios

Os documentos foram enviados a Alexandre de Moraes e usados em 3 de setembro para sustentar a existência de fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução das operações. Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que adotasse providências.

Os próprios relatórios registravam que eram documentos de trabalho sem valor probatório. Também informavam que não atribuíam infração a magistrado ou autoridade, não constituíam representação e não substituíam uma peça processual.

Mendonça afirmou que Moraes já teria tido conhecimento da existência do material antes do envio formal, feito por Andrei Rodrigues em ofício assinado às 18h45 de 1º de setembro. O ministro não afirmou que Moraes participou da elaboração dos relatórios ou determinou o monitoramento.

Um dos documentos analisou a atuação de Jorge Messias, advogado-geral da União, e sua relação com Mendonça. O relatório mencionou uma matriz religiosa comum entre os dois e o apoio recebido em igrejas evangélicas nas indicações ao Supremo. Mendonça classificou a associação como “abjeta e leviana acusação”.

Os relatórios sobre Mendonça são diferentes do documento de 218 páginas produzido a partir da análise do celular de Daniel Vorcaro. Esse material foi entregue pela PF a Mendonça em 27 de agosto e reunia mensagens, registros de chamadas, arquivos e contratos.

A investigação determinada por Mendonça deverá identificar quem ordenou e produziu os relatórios, as datas e circunstâncias da elaboração e a existência de documentos semelhantes. Ele também suspendeu a produção ou o compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar atos funcionais de magistrados, integrantes da advocacia pública e da polícia judiciária.

A decisão será submetida à 2ª Turma do STF. Mendonça pediu sessão virtual extraordinária nesta 3ª feira, das 10h às 23h59, para referendo da medida cautelar.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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