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Política

Carta cobra abertura de investigação do caso Master a André Mendonça

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito afirma que vazamentos seletivos podem transformar a apuração em instrumento político.

Carta cobra abertura de investigação do caso Master a André Mendonça

Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a quebra completa do sigilo das investigações sobre o caso Master, enquanto a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito enviou uma carta aberta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça com o mesmo pedido. A manifestação foi divulgada nesta quinta-feira (10).

Nas redes sociais, Lula classificou como urgente a divulgação integral das informações sobre todos os envolvidos. A carta da entidade afirma que a exposição parcial de dados pode atingir adversários e influenciar uma eleição. “A verdade não pode aparecer aos pedaços, escolhida conforme a conveniência do momento”, diz o documento.

Conflito entre ministros

A mobilização ocorre em meio a decisões envolvendo Mendonça, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Flávio Dino. Depois que um sigilo foi levantado e expôs relações entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, relatórios de inteligência citados por Moraes passaram a questionar a conduta de Mendonça. Os documentos mencionam escolha de alvos por critérios pessoais e políticos, interferência na estrutura administrativa da Polícia Federal (PF) e condução de delações premiadas.

Mendonça acolheu pedido do partido Novo e afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Na decisão, chamou de “abjeta e leviana” a acusação de que a proximidade religiosa teria influenciado Jorge Messias, advogado-geral da União, a não recorrer de decisões relacionadas às operações Compliance Zero e Sem Desconto.

Dino depois determinou a reintegração de Andrei ao entender que o afastamento atrasaria as investigações. Nesta quarta-feira (9), Fachin retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e suspendeu as liminares de Dino e Mendonça, mantendo Andrei e Almada nos cargos.

Referências religiosas

A frente citou sete passagens bíblicas e mencionou a atuação de Mendonça como magistrado e como “irmão na fé em Jesus Cristo”. O documento também recordou a expressão “terrivelmente evangélico”, usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para descrever sua segunda e última indicação ao Supremo.

A entidade afirmou que um cristão em função pública carrega responsabilidade sobre a fé que professa. Ao final, advertiu: “Sua fé não deve ser usada para levantar suspeitas contra outros irmãos. Também não pode servir de escudo, palanque ou instrumento eleitoral”.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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