SÃO PAULO — O Bolsa Família terá piso de R$ 691 a partir da folha de outubro, após o governo anunciar um reajuste de 15,04% em 17 de setembro. O valor médio passará de R$ 675 para R$ 777. Durante debate presidencial realizado nesta 6ª feira (18.set.2026), Augusto Cury (Avante) questionou o momento da mudança e defendeu que o benefício chegasse a R$ 900.
O candidato disse que o programa é importante, mas afirmou que o aumento não deveria ocorrer próximo à eleição. Para Cury, os beneficiários deveriam receber mais do que os atuais R$ 90 referentes ao aumento anunciado. Ele declarou que o valor deveria ser, pelo menos, o dobro, mas em outro período.
Cury também perguntou por que o reajuste não havia sido feito antes e citou a possibilidade de uma elevação de 30%. Ao criticar a decisão, afirmou: “É usar a dor dos outros para ganhar uma cadeira de presidente”.
Crítica durante visita à Rocinha
O candidato mencionou uma visita à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Segundo ele, o convite partiu de líderes comunitários e sua intenção era ouvir os moradores, não pedir votos.
Na ocasião, Cury disse que seria irresponsável um presidente usar a vulnerabilidade da população para obter apoio eleitoral. Em seguida, direcionou a crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou: “Agora, o que Lula está fazendo é uma atitude eleitoreira”.
Banco Master
Em outro trecho do debate, Cury citou o caso envolvendo o Banco Master. Ele afirmou que Lula e Flávio Bolsonaro (PL) deveriam responder sobre o episódio e mencionou uma suposta relação dos dois com o banco.
O tema surgiu durante a discussão sobre corrupção e instituições de fiscalização. Cury também defendeu que novas ferramentas de combate à corrupção sirvam para equipar polícias e auditores, sem substituí-los.
Participaram do debate Romeu Zema (Novo), Augusto Cury e Samara Martins (UP). O encontro tratou ainda de Supremo Tribunal Federal, educação, segurança pública, economia e relações de trabalho.








