A exposição “O Caminho do Voto”, aberta na Câmara, foi marcada por discursos sobre confiança no sistema eleitoral e pelos desafios da desinformação. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não responderam a jornalistas sobre a crise institucional no Supremo Tribunal Federal nesta 3ª (8.set.2026).
Motta destacou os 30 anos de uso das urnas eletrônicas no Brasil. Ele afirmou que a mostra permite ao cidadão acompanhar as etapas do processo eleitoral, da preparação dos equipamentos à totalização dos votos.
O presidente da Câmara também ressaltou a participação do Congresso na criação das bases jurídicas do sistema eleitoral. Ao tratar das novas tecnologias, disse que a inteligência artificial generativa facilita a produção e a manipulação de fotos, áudios e vídeos realistas. Para Motta, ampliar o acesso à informação é uma forma de reduzir dúvidas e desinformação. “A melhor resposta começa pela informação”, afirmou.
Segurança eleitoral
Nunes Marques declarou que as urnas eletrônicas resultam da atuação conjunta do Congresso Nacional, da Justiça Eleitoral e de outras instituições. Ele disse que a proteção das eleições não depende de um único recurso e definiu a integridade eleitoral como um compromisso permanente da República.
Motta defendeu vigilância contra a desinformação e o aperfeiçoamento da legislação para garantir eleições limpas. Segundo ele, manter a confiança dos eleitores será um dos principais desafios das instituições democráticas.
Crise no Supremo
Os dois evitaram falar sobre os episódios que ampliaram a crise no STF. O ministro André Mendonça levantou o sigilo de investigações sobre a relação de Daniel Vorcaro com Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues. As mensagens divulgadas indicaram proximidade entre Vorcaro e Moraes e aumentaram a pressão sobre o ministro.
A Polícia Federal encontrou contratos de até R$ 158 milhões ligados ao empresário e à mulher de Moraes. Vorcaro também teria feito pagamentos ao escritório da advogada por meio de aeronaves. Moraes teria participado da elaboração de um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório e o empresário.
Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa da direção de inteligência da corporação. Nunes Marques antecipou o voto e acompanhou a decisão, tomada na Petição 16.662. Mendonça afirmou que a medida permitiria ao STF, à Advocacia-Geral da União e à PF exercerem suas atribuições sem constrangimentos ilegais.







