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Política

Durigan prevê contas públicas mais organizadas e juros menores em eventual Lula 4

Ministro da Fazenda defendeu revisar gastos obrigatórios, benefícios tributários e as regras do arcabouço fiscal.

Durigan prevê contas públicas mais organizadas e juros menores em eventual Lula 4

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta 2ª feira (14.set.2026) que um eventual 4º mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá buscar um quadro fiscal mais organizado e juros mais baixos. A avaliação foi apresentada durante o seminário Brasil Hoje, promovido pelo Esfera Brasil, em São Paulo.

Durigan relacionou a redução dos juros ao ajuste das contas públicas, à revisão de despesas obrigatórias e à estabilidade institucional. Ele afirmou que a situação fiscal influencia a definição da Selic e defendeu mudanças nos gastos obrigatórios e nos benefícios tributários.

Arcabouço fiscal e benefícios

O ministro também propôs o aperfeiçoamento do arcabouço fiscal, sem uma alteração radical. As regras atuais foram elaboradas pela equipe de Fernando Haddad (PT), hoje candidato ao governo de São Paulo. Durigan integrou o grupo responsável pela elaboração do modelo.

Segundo o ministro, o arcabouço teve impacto fiscal neutro entre 2024 e 2026. Para ele, uma revisão deve fortalecer a regra fiscal brasileira. “O país está cansado de troca de regra fiscal”, afirmou.

Durigan defendeu ainda que benefícios tributários sejam reavaliados de forma periódica e transparente. A análise, disse ele, deve considerar se as medidas continuam gerando resultados para a sociedade, diante de mudanças econômicas, tecnológicas e demográficas.

Como exemplo, citou a redução linear de 10% dos benefícios tributários infraconstitucionais realizada em 2026. Na avaliação do ministro, iniciativas semelhantes poderiam ser repetidas para ampliar a isonomia e reduzir a tributação geral.

Relação entre Estado e mercado

O ministro defendeu a atuação conjunta do Estado e da iniciativa privada no desenvolvimento econômico. Ele resumiu o modelo como “Estado forte, mercado forte” e afirmou que o governo deve atuar onde o mercado não demonstrar interesse.

Durigan também defendeu modernizar a administração pública e reduzir a burocracia para as empresas. Ao ser questionado sobre quando o Brasil voltará a ter juros menores, respondeu que isso dependerá da estabilidade institucional e da revisão dos gastos obrigatórios.

O seminário Brasil Hoje reuniu, em São Paulo, ministros do governo Lula, representantes da campanha de Flávio Bolsonaro, congressistas, empresários e autoridades. Entre os participantes estavam Márcio Elias Rosa, Esther Dweck, Vinicius de Carvalho, Aloizio Mercadante e Carlos Vieira.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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