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Economia

Dívida pública sobe durante os primeiros seis meses de Durigan na Fazenda

Dívida bruta chegou a 82,5% do PIB e a líquida atingiu 69,1% em julho, segundo os dados apresentados no texto.

Dívida pública sobe durante os primeiros seis meses de Durigan na Fazenda

A dívida bruta do governo geral chegou a R$ 10,9 trilhões em julho, equivalente a 82,5% do Produto Interno Bruto. O nível é o maior do 3º mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e ficou 0,6 ponto percentual acima do registrado em março, quando Dario Durigan assumiu o Ministério da Fazenda.

Durigan completará 6 meses no cargo em 20 de setembro de 2026. No período, a dívida líquida subiu 2,4 pontos percentuais e alcançou 69,1% do PIB, o maior nível da série histórica, iniciada em dezembro de 2001. O indicador considera os débitos do setor público descontados de ativos, como as reservas internacionais.

A dívida bruta havia atingido 87,7% em outubro de 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro, em meio ao aumento dos gastos públicos na pandemia. Em dezembro de 2022, último mês de Bolsonaro na Presidência, o índice estava em 71,7% do PIB.

O colchão de liquidez, usado para cobrir vencimentos da dívida, também mudou no período. Em março, era suficiente para 5,7 meses. Em julho, passou a cobrir 7,8 meses, abaixo dos 9,1 meses registrados em maio.

Resultado fiscal e regra de despesas

O resultado estrutural calculado pela Instituição Fiscal Independente do Senado ficou negativo durante o 3º mandato de Lula. Durigan havia entrado no Ministério da Fazenda em junho de 2023, como secretário-executivo. O resultado registrou superavit em 2021 e 2022, mas foi revertido nos últimos 3 anos.

A maior alta da dívida ocorreu durante a gestão de Fernando Haddad na Fazenda. Em agosto de 2023, o Congresso aprovou uma mudança no arcabouço fiscal. A regra proposta pelo governo permitiu o crescimento das despesas acima da inflação conforme o desempenho das receitas, em contraste com o teto de gastos, que era mais rígido. A alteração explica parte da piora na trajetória da dívida brasileira.

Durigan tenta sinalizar a analistas de mercado que poderá promover um ajuste fiscal em 2027, caso Lula seja reeleito e ele permaneça no cargo. Os números do período, porém, levam analistas a avaliar essa possibilidade com ceticismo. Considerando as contas desde 2023, quando Durigan era secretário-executivo na gestão de Haddad, a avaliação é ainda mais negativa.

Flávio Bolsonaro apareceu pela 1ª vez numericamente à frente de Lula na pesquisa PoderData/Aya divulgada na 5ª feira (3.set). O resultado foi associado à baixa confiança de agentes financeiros em um ajuste fiscal em 2027 durante um eventual 4º mandato de Lula.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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