A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos caiu para 12% após a nova taxação anunciada pelo governo americano, afirmou Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (4). O presidente também disse que o comércio brasileiro cresceu em 17 países, com alta superior a 10% nos países que visitou.
Em entrevista à rádio Progresso, de Juazeiro do Norte (CE), Lula afirmou que pretende convencer Donald Trump de que as justificativas usadas contra o Brasil estão erradas. A declaração ocorreu em meio à sobretaxa determinada pelos Estados Unidos em julho, que pode alcançar 37,5%, conforme o produto.
As tarifas foram estabelecidas em duas parcelas: uma de 25% e outra de 12,5%. Depois do anúncio, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Lula havia colocado o próprio ego acima das negociações. O presidente respondeu chamando Rubio de “bolsonarista” que “odeia o Brasil”.
Lula disse que sua relação com Trump continua boa. Os dois presidentes conversaram por telefone por mais de uma hora em 21 de agosto. Ao ser questionado sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, Lula afirmou que o país não aceita ingerência externa e declarou: “Se tiver, vai perder”.
O presidente também mencionou sua relação com Xi Jinping, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido e Vladimir Putin. Segundo Lula, não tem adversários entre os líderes citados e mantém boas relações com Trump.








