O senador Carlos Viana (PSD-MG) pediu a investigação da produção de relatórios de inteligência da Polícia Federal relacionados à atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Ele quer saber quem ordenou os documentos, quem participou da elaboração e quem recebeu o material.
A solicitação foi apresentada junto com um pedido de prisão preventiva do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, protocolado nesta terça-feira (8). A iniciativa ocorreu depois de Mendonça afastar Rodrigues e Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial.
Pressão sobre o Senado
Viana voltou a cobrar o afastamento de Davi Alcolumbre (União-AP) da Presidência do Senado. Em publicação no X, afirmou que, no início da noite desta terça-feira, a sessão ainda não havia sido aberta e que o Congresso estava vazio. Em uma imagem, escreveu: “Alcolumbre: afaste-se.”
O senador também disse que o Senado não havia iniciado a sessão durante a “maior crise institucional que o país está vivendo”. Ele já havia apresentado uma representação contra Alcolumbre no Conselho de Ética do Senado e solicitado seu afastamento cautelar. A medida veio depois de Viana cobrar o andamento de pedidos de impeachment contra Moraes.
Pedido contra Moraes
Viana mantém uma representação pelo impeachment de Alexandre de Moraes, apresentada ao Senado em 1º de setembro. O senador defende que a Casa analise o pedido.
As iniciativas ocorrem em meio à crise que envolve Moraes, Mendonça, a Polícia Federal e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Mensagens entre Vorcaro e Moraes fazem parte dos fatos que levaram a novas medidas e questionamentos no STF e no Congresso.
Mendonça determinou a abertura de procedimentos para investigar a produção e o uso dos relatórios. A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento de Rodrigues, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes. Luiz Fux e Kassio Nunes Marques anteciparam os votos e acompanharam Mendonça. Com três votos favoráveis, o colegiado alcançou a maioria necessária, enquanto a liminar continua em vigor.
A Advocacia-Geral da União recorreu. O órgão afirma que a nomeação e a demissão do diretor-geral da PF cabem ao presidente da República.








