São Paulo, Domingo, 11 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00% São Paulo 20°C 18° / 28°
Política

Vacina Vivaxin começa avaliação clínica contra malária por Plasmodium vivax

Imunizante desenvolvido pela UFMG será estudado em 48 adultos sem histórico de infecção, com acompanhamento por 360 dias.

Vacina Vivaxin começa avaliação clínica contra malária por Plasmodium vivax

A vacina Vivaxin será avaliada em adultos que nunca tiveram malária após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizar o início dos testes clínicos. Desenvolvido no Brasil, o imunizante foi criado para combater o Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país.

O primeiro estudo reunirá 48 participantes com idades entre 18 e 59 anos. Durante 360 dias, os pesquisadores vão acompanhar a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de provocar uma resposta imunológica.

A pesquisa é conduzida pelo CTVacinas (Centro de Tecnologia de Vacinas) da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A tecnologia é 100% nacional e tem previsão de receber R$ 12 milhões do Ministério da Saúde para os ensaios clínicos das fases 1, 2 e 3.

O ministério informou que o avanço pode abrir uma nova possibilidade de prevenção. Em 2025, foram registrados 118.037 casos de malária no território nacional.

As duas vacinas contra a doença atualmente recomendadas por autoridades sanitárias têm como alvo o Plasmodium falciparum. Essa espécie predomina na África, enquanto o Plasmodium vivax é predominante nas Américas e na Ásia.

Transmissão e distribuição

A malária é causada por parasitas do gênero Plasmodium e chega aos seres humanos pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Anopheles, conhecido como mosquito-prego. Esses insetos são mais abundantes no entardecer e ao amanhecer. A doença não é transmitida diretamente entre pessoas.

No Brasil, a maior parte dos casos está na região amazônica, que inclui Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas demais unidades federativas, que formam a região extra-amazônica, há menos notificações, mas a letalidade é maior.

O Ministério da Saúde também informou que episódios repetidos podem levar a uma imunidade parcial, com poucos ou nenhum sintoma. Até hoje, não foi observada uma proteção clínica total. Sem tratamento adequado, uma pessoa infectada pode ser fonte de infecção por meses ou anos, conforme a espécie do parasita.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5