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Saúde

Pílulas de semaglutida e orforgliprona entram na disputa contra a obesidade

Estudos apresentados em congresso europeu apontam potencial dos comprimidos para manter resultados e ampliar o acesso ao tratamento.

Pílulas de semaglutida e orforgliprona entram na disputa contra a obesidade
Foto: Colnihko/Getty Images

A migração de canetas para um comprimido de semaglutida reduziu 4 quilos em três meses e fez a parcela de voluntários diagnosticados com obesidade cair de 87,1% para 65,5%, segundo um estudo apresentado em um congresso médico. O medicamento oral, de 25 mg, já é vendido no exterior por 299 dólares mensais.

A pesquisa avaliou pessoas que trocaram tratamentos com semaglutida (Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro) pela versão em comprimido. Embora a redução tenha sido menor que a observada com os injetáveis, que chegaram a diminuir cerca de 20% do peso, o objetivo apontado é ajudar a evitar a recuperação da gordura após a interrupção das canetas.

“O comprimido pode ser melhor para o dia a dia e vai ser importante para a manutenção do tratamento”, afirmou o endocrinologista Fernando Valente, da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Dois medicamentos em desenvolvimento

O Wegovy em comprimido, à base de semaglutida, é produzido pela Novo Nordisk. A orforgliprona, da Eli Lilly, também imita a ação do GLP-1, hormônio relacionado ao controle do apetite e do peso. Os dois medicamentos foram apresentados na reunião anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes, realizada em Milão, na Itália, com mais de 16 000 profissionais de saúde.

Os estudos discutiram segurança e eficácia dos análogos orais de GLP-1 contra o excesso de peso e problemas associados, como o diabetes tipo 2. A expectativa é que os comprimidos facilitem a adesão, a continuidade e o acesso ao tratamento.

A forma oral também atende pacientes que não querem aplicar injeções ou enfrentam dificuldades para transportar e armazenar as canetas. Nos Estados Unidos, mais de 5 milhões de receitas de semaglutida em comprimido foram prescritas desde janeiro deste ano.

Próximos passos

A busca por medicamentos orais contra a obesidade começou nos anos 1930 e passou por problemas com drogas como a sibutramina e o rimonabanto, banido em 2008 após ser associado ao aumento da propensão ao suicídio. Para desenvolver as novas opções, as empresas criaram tecnologias capazes de proteger os princípios ativos da acidez do estômago e permitir sua absorção.

O Wegovy em comprimido e a orforgliprona foram submetidos à avaliação da Anvisa, com previsão de lançamento para 2027. O primeiro mantém na bula benefícios já demonstrados pela caneta, incluindo perda de peso e proteção ao coração e aos rins. O segundo apresentou eficácia em mulheres na menopausa e não precisa ser tomado em jejum.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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