A liraglutida, usada diariamente em canetas para obesidade e diabetes tipo 2, poderá ter novas opções genéricas no mercado brasileiro. A Anvisa autorizou dois registros para produtos da farmacêutica EMS, ainda sem data de lançamento ou previsão de chegada às farmácias.
Os medicamentos terão concentração de 6 mg/mL e serão apresentados como solução injetável para aplicação subcutânea. Por serem genéricos, não terão marca comercial própria e serão vendidos pelo nome do princípio ativo: liraglutida.
Os registros foram formalizados em resolução publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 8. Um deles está relacionado ao Olire, cuja aprovação ocorreu em dezembro de 2024 para o tratamento da obesidade. O outro tem como referência o Lirux, aprovado no mesmo período para diabetes tipo 2.
A diferença na frequência de aplicação é uma característica da liraglutida em relação a outros medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1. Produtos com semaglutida e tirzepatida são administrados semanalmente, enquanto a liraglutida tem uso diário. A semaglutida está presente em Ozempic e Wegovy.
Como funcionam os registros
A resolução classifica os novos produtos como “genéricos clone”. Nesse procedimento, o registro é associado a um medicamento matriz que já foi avaliado e registrado pela Anvisa, sem a apresentação de toda a documentação de um produto desenvolvido do zero. Olire e Lirux são os medicamentos matrizes dos dois registros.
Os produtos obtidos por esse processo compartilham com os medicamentos de referência características como composição, fabricante, linha de produção e documentação técnica e clínica.
No Brasil, medicamentos genéricos devem chegar ao mercado com preço pelo menos 35% inferior ao do produto de referência. O preço máximo regulado pela CMED não pode superar 65% do valor correspondente do medicamento de referência.
Em 2025, a EMS informou preços sugeridos a partir de R$ 307,26 por caneta para Olire e Lirux. A empresa ainda não divulgou quanto cobrará pelos genéricos.








