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Da emigração alemã à chegada de milhões de imigrantes

A Alemanha passou de origem de grandes fluxos migratórios a destino de trabalhadores, refugiados e profissionais estrangeiros.

Da emigração alemã à chegada de milhões de imigrantes

A Alemanha passou de país de emigrantes a destino de grandes fluxos migratórios. Hoje, mais de 30% da população alemã tinha algum histórico de imigração, em 2025, segundo o Departamento Federal de Estatísticas.

A mudança ocorreu depois de séculos em que alemães deixaram o país em busca de melhores condições. Até 1820, cerca de 150 mil haviam partido para os Estados Unidos. Muitos eram convencidos por relatos de prosperidade divulgados por conterrâneos que recebiam dinheiro para recrutar migrantes.

As viagens eram caras e perigosas. Uma passagem em navio à vela equivalia a aproximadamente um ano de salário de um artesão, e famílias precisavam vender seus bens para pagar o trajeto. Os passageiros viajavam em espaços apertados, enfrentavam alimentação precária e podiam adoecer de disenteria, tifo, varíola e escorbuto.

No século 18, parte dos alemães também seguiu para a Rússia. Em 22 de julho de 1763, a imperatriz Catarina, a Grande, publicou um manifesto convidando estrangeiros a ocupar áreas pouco povoadas. O governo oferecia transporte, terras, isenção temporária de impostos, dispensa do serviço militar, educação e autonomia política.

A emigração para a América ganhou força novamente no século 19. Cerca de seis milhões de alemães partiram para o Novo Mundo, em um período marcado pelo crescimento populacional, colheitas fracassadas e fome. Entre o início daquele século e a Primeira Guerra Mundial, aproximadamente 60 milhões de europeus emigraram para outras partes do mundo. A chegada de colonos alemães ao Brasil começou em 1824.

A Alemanha como destino

Em meados do século 20, a Europa deixou de ser principalmente um continente de saída e se tornou uma região de chegada. Na Alemanha Ocidental, o crescimento econômico levou ao recrutamento de trabalhadores estrangeiros a partir de 1956. Italianos, gregos, espanhóis, portugueses, iugoslavos e turcos chegaram em trens destinados a cidades como Stuttgart, Dortmund e Colônia.

Até o fim oficial do programa, em 1973, cerca de 14 milhões de pessoas haviam chegado como trabalhadores convidados. Aproximadamente 3 milhões permaneceram no país.

O historiador Jochen Oltmer afirma que a migração é uma característica permanente da experiência humana. Para ele, a receptividade aos migrantes depende também das expectativas econômicas: períodos de confiança favorecem a aceitação, enquanto perspectivas negativas aumentam a rejeição.

Atualmente, a Alemanha tenta atrair profissionais qualificados. Refugiados podem obter asilo quando são perseguidos politicamente ou fogem de conflitos armados. Oltmer afirma que os pedidos de asilo representam cerca de 10% da migração para o país; os demais deslocamentos ocorrem principalmente por trabalho, estudo ou reunião familiar.

A pesquisadora Simone Blaschka, do Museu Alemão da Emigração, e Oltmer destacam que a integração ainda enfrenta obstáculos. Muitos imigrantes vivem há anos na Alemanha sem ter a situação regularizada, enquanto descendentes continuam relatando dificuldade para se sentirem plenamente aceitos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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