Felipe Camarão afirmou que Flávio Dino deve continuar atuando no Supremo Tribunal Federal (STF) antes de considerar uma possível candidatura à Presidência da República. O vice-governador do Maranhão disse torcer para que o ministro dispute o cargo depois de encerrar sua passagem pela Corte.
Professor de Direito da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Camarão declarou que "o Brasil merece" ter Dino como presidente. Também disse sentir falta da presença do ex-governador na política e o classificou como "uma joia da República que tem que ser preservada".
A relação entre os dois começou no governo maranhense. Camarão acumulou nomeações na administração estadual a partir de 2015. Em 2022, Dino foi eleito senador e se transferiu para Brasília. Depois, comandou o Ministério da Justiça e chegou ao STF.
Disputa no Maranhão
Camarão permaneceu no Maranhão e passou a integrar o centro do conflito entre Carlos Brandão e Dino, que já foram aliados. No STF, Dino relatou investigações sobre um assassinato envolvendo pessoa com prerrogativa de foro. O caso levou ao afastamento do sobrinho de Brandão do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
A defesa do governador contestou a decisão sob o argumento de "usurpação de competência". Camarão afirmou que Dino deve seguir responsável pelas decisões e declarou que "o muro ético-moral dele é enorme". Para o vice-governador, se o ministro estivesse "fazendo política com a toga", já teria afastado Brandão.
Durante o agravamento da disputa, Brandão pediu ao Ministério Público Estadual o afastamento de Camarão. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido.
Brandão decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato, sem renunciar para permitir a posse de Camarão. Em seguida, lançou o sobrinho, Orleans Brandão, como sucessor, enquanto o vice-governador ficou em posição desfavorável nas pesquisas eleitorais.









