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Política

Adélio Bispo segue internado em unidade federal após ataque a Bolsonaro

Considerado inimputável pela Justiça, Adélio cumpre medida de segurança em Campo Grande e deve permanecer internado até 2038.

Adélio Bispo segue internado em unidade federal após ataque a Bolsonaro

Adélio Bispo de Oliveira permanece internado na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), onde recebe atendimento psiquiátrico em regime de segurança máxima. A Justiça o considerou inimputável após exames apontarem transtorno delirante persistente, o que o tornou legalmente incapaz de responder criminalmente pelo ataque contra Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018.

Na época, Bolsonaro era candidato à Presidência. Adélio, então com 40 anos, foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional por atentado pessoal por inconformismo político. A legislação previa reclusão de 3 a 10 anos, com aumento para 20 anos em caso de lesão corporal grave.

Em vez de pena de prisão, a Justiça determinou a internação em regime de medida de segurança. Hoje com 48 anos, Adélio deve permanecer internado até completar 60 anos, o que estende o prazo até 2038. Ele continua recusando tratamento e sustenta que agiu sozinho.

Investigações sobre o ataque

Dois dias depois do atentado, a Justiça autorizou a quebra do sigilo de 4 celulares e do notebook que estavam com Adélio. Em 28 de setembro de 2018, a Polícia Federal concluiu que ele havia agido sozinho.

A corporação abriu um segundo inquérito para verificar se houve apoio material ou auxílio no planejamento. A investigação foi encerrada em maio de 2020 com a mesma conclusão. Foram analisadas 6.000 mensagens, 40.000 e-mails e toda a atividade de Adélio no Facebook.

Transferência e defesa

Em fevereiro de 2024, a Justiça Federal de Campo Grande determinou a transferência de Adélio para Minas Gerais, a pedido da Defensoria Pública da União, para atendimento ambulatorial ou internação psiquiátrica em seu Estado natal. Em julho de 2024, o Superior Tribunal de Justiça suspendeu a mudança por causa de um conflito de competência entre os juízos de Campo Grande e Juiz de Fora e da falta de vaga em hospital psiquiátrico mineiro.

A Defensoria levou o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, alegando omissão estatal. Em 2025, a Terceira Seção do STJ confirmou a permanência definitiva de Adélio na penitenciária federal de Campo Grande e encerrou o conflito entre os 2 tribunais.

O financiamento da defesa também foi investigado. O advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior foi alvo de operações da Polícia Federal por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital. A PF concluiu que havia vínculo com a facção, mas não encontrou relação entre esse vínculo e o ataque nem indícios de financiamento da defesa pelo crime organizado.

Em novembro de 2025, o STJ arquivou um recurso da Ordem dos Advogados do Brasil contra a quebra do sigilo bancário do advogado.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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