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Economia

Manifesto cobra investigação e regras para órgãos públicos no caso Master

Documento assinado por 157 pessoas também defende afastamento cautelar de autoridades formalmente investigadas e uma petição aberta ao público.

Manifesto cobra investigação e regras para órgãos públicos no caso Master

Um manifesto assinado por 157 empresários, economistas e profissionais liberais defende a adoção de medidas sobre autoridades formalmente investigadas no caso Master. O documento foi divulgado em 8.set.2026 e é acompanhado por uma petição pública aberta à adesão de qualquer cidadão.

Entre os pedidos estão o afastamento cautelar dos investigados, uma apuração completa, célere e independente dos fatos e das responsabilidades e a criação de um código de conduta vinculante para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação.

Críticas às instituições

O manifesto afirma que as notícias recentes sobre o caso revelam “um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais”. O documento menciona ministros do Supremo, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, o Congresso Nacional e pessoas próximas dos atuais e dos ex-presidentes da República, sem citar nomes específicos.

Os signatários dizem que cabe às instituições apurar os fatos e as responsabilidades com urgência e respeito às garantias do devido processo. Também afirmam que o caso prejudica a confiança da população na Justiça e questionam a possibilidade de decisões dos sistemas judiciário, policial e de controle serem influenciadas por proximidade, interesses ou negociações.

Impasse no Supremo

A crise mais recente relacionada ao caso envolve os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Ela começou após a divulgação de uma relação próxima entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e Moraes.

Em 1º de setembro, Mendonça retirou o sigilo das investigações sobre o banco e expôs mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. Ele afirmou que o plenário do Supremo Tribunal Federal deveria analisar o conteúdo. Edson Fachin estabeleceu prazo até 11 de setembro para manifestações de Mendonça, Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. O prazo é de 5 dias úteis a partir de 3 de setembro, e a análise deve ocorrer depois de 14 de setembro.

Em 3 de setembro, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news, aberto em 2019 e ainda inconcluso. Fachin retirou Mendonça do inquérito em 4 de setembro e deu 5 dias úteis para Paulo Gonet avaliar o pedido. Depois, Mendonça terá mais 5 dias úteis para se manifestar. Esse caso deve chegar ao plenário depois de 22 de setembro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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