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Economia

Reforma tributária faz aéreas suspenderem planos de novas rotas no Brasil

Iata afirma que empresas estrangeiras aguardam regras fiscais, enquanto governo prepara propostas para reduzir impactos no setor aéreo.

Reforma tributária faz aéreas suspenderem planos de novas rotas no Brasil

Companhias aéreas estrangeiras suspenderam planos de criar novas rotas para o Brasil diante das incertezas sobre a reforma tributária. A informação foi apresentada em 3ª feira (8.set.2026) por Marcelo Pedroso, diretor de Relações Externas para o Brasil da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), em reunião com representantes do setor organizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

As novas regras fiscais entram em vigor no Brasil a partir de 2027. Segundo Pedroso, as empresas estão inseguras com a cobrança de tributos e o cumprimento de obrigações que não eram exigidos no país.

O diretor afirmou que a Iata tem recebido contatos de “um número expressivo de empresas” preocupadas com as medidas. Ele disse que a falta de definição já interrompeu decisões de expansão de operações e pode reduzir a conectividade aérea.

“Eu ousaria dizer que já diminuiu conectividade, porque várias empresas, do ponto de vista do seu planejamento de expansão futura de rota, já pararam, esperando o que vai acontecer no Brasil”, declarou Pedroso.

Impostos sobre transporte internacional

Atualmente, o transporte internacional não paga impostos diretos. Com a reforma, o serviço será tributado pelo IBS e pela CBS. A estimativa apresentada é de aumento em torno de 14% nos bilhetes e de até 28% no transporte de cargas.

De acordo com Pedroso, governos de outros países também questionaram o governo brasileiro sobre as mudanças. Ele relatou sinalizações de possível retaliação tributária, com a adoção de cobranças semelhantes por outros países.

Medidas em análise

Durante a reunião, o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, apresentou 3 propostas elaboradas pelo Ministério de Portos e Aeroportos para modificar a aplicação da reforma ao setor aéreo.

As medidas estão em análise na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e ainda precisam ser aprovadas pelo Ministério da Fazenda e pelo Comitê Gestor do IBS. As propostas tratam dos efeitos da reforma sobre o mercado doméstico de passageiros, o transporte internacional e a criação do imposto seletivo sobre aeronaves.

A Secretaria Nacional de Aviação Civil avalia que as mudanças fiscais ameaçam as operações do setor e podem reduzir a oferta de voos e a expansão da malha aérea brasileira.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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