O governo de Javier Milei apresentou nesta terça-feira (13) um pedido ao Tribunal Internacional do Direito do Mar para suspender a exploração de petróleo autorizada pelo Reino Unido nas águas próximas às Ilhas Malvinas. A Argentina quer interromper as atividades enquanto a disputa é examinada por um tribunal arbitral internacional.
O tribunal tem sede em Hamburgo, na Alemanha. Em comunicado, a Presidência argentina afirmou que a iniciativa pretende proteger os direitos do país sobre os recursos naturais da região e barrar atividades que Buenos Aires considera ilegais.
A medida ocorreu duas semanas depois de Milei determinar o início de uma arbitragem contra Londres, com base na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Na ocasião, o governo argentino estabeleceu o prazo de 14 dias para que o Reino Unido suspendesse a exploração petrolífera. Como isso não ocorreu, a Argentina recorreu ao tribunal internacional.
Projeto nas ilhas
A disputa envolve o projeto Sea Lion, conduzido pela israelense Navitas Petroleum e pela britânica Rockhopper Exploration. A iniciativa prevê a extração de petróleo a cerca de 220 quilômetros ao norte das Malvinas, com produção planejada para começar em 2028. O investimento estimado é de US$ 2,2 bilhões.
O Reino Unido contesta a posição argentina. Para Londres, os habitantes das ilhas têm o direito de explorar os recursos naturais locais. A subsecretária britânica para os Territórios Ultramarinos, Uma Kumaran, disse nesta terça que a Argentina não tem autoridade legal sobre o projeto e que o governo britânico seguirá dando apoio às empresas envolvidas.
A Argentina reivindica a soberania das Malvinas, administradas pelo Reino Unido desde 1833. A disputa entre os dois países também levou à guerra em 1982.








