CALCUTÁ — O documentário internacional Madre Teresa – Profeta da Compaixão estreou nesta segunda-feira (7) em Calcutá, na Índia, durante a festa litúrgica de Santa Teresa de Calcutá. Produzido pelo jornalista Anto Akkara, o filme foi exibido para mais de 200 pessoas e apresenta episódios pouco conhecidos da trajetória da religiosa.
Com 66 minutos, a produção acompanha a atuação de Madre Teresa desde seus primeiros trabalhos na Índia, em 1948, até a expansão mundial das Missionárias da Caridade. O documentário também relata sua presença em zonas de guerra no Iêmen, na Faixa de Gaza e na Ucrânia.
A obra sustenta que o legado da religiosa ultrapassa a assistência básica e mostra a expansão de um movimento voltado ao cuidado com pessoas em situação de vulnerabilidade. O filme destaca que a atuação continuou mesmo durante bombardeios e crises diplomáticas.
Conversão religiosa e histórias pouco conhecidas
O documentário aborda as alegações de que o trabalho de Madre Teresa servia à conversão de pessoas ao cristianismo. A produção afirma que a congregação tinha como foco o serviço gratuito a órfãos, pessoas com deficiências mentais e pacientes com hanseníase, anteriormente chamada de lepra.
Entre os exemplos apresentados está o batismo de um centro em homenagem a uma mulher hindu que havia doado terras para a missão. O filme também conta que os sáris brancos com listras azuis eram tecidos por pacientes recuperados da hanseníase em um centro dedicado a Mahatma Gandhi.
Outra história relatada é o sorteio de um papamóvel doado pelo Vaticano, usado para arrecadar recursos para um hospital. A produção ainda narra que Madre Teresa recusou um convite do Papa para a Jornada Mundial da Juventude nos Estados Unidos e preferiu viajar ao interior da Índia para salvar bebês com deformidades físicas que corriam risco de vida.
Relação com autoridades
Madre Teresa recebeu o respeito de figuras de diferentes correntes políticas, entre elas o primeiro-ministro Jawaharlal Nehru e líderes marxistas. O documentário menciona o ex-ministro marxista Jyoti Basu, que afirmou que a religiosa o fazia acreditar na divindade.
A produção também relembra o pedido feito por Madre Teresa para que o Comitê Nobel cancelasse o banquete de premiação e destinasse o valor à alimentação de órfãos.








