Flávio Bolsonaro afirmou que sua defesa deverá pedir ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, uma investigação sobre a atuação do ministro Flávio Dino no caso envolvendo o filme “Dark Horse”. O candidato à Presidência disse considerar Dino suspeito para tomar decisões relacionadas à produção.
A declaração foi feita nesta 5ª feira (10.set.2026), durante uma transmissão ao vivo no YouTube. Flávio associou a operação da Polícia Federal realizada na mesma data a uma articulação contra sua candidatura e chamou a ação de “tentativa de golpe”.
O filme retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dino é relator da investigação sobre suspeitas de desvio de emendas destinadas a entidades ligadas à produção do longa. Flávio afirmou que as informações sobre o financiamento já tinham sido entregues às autoridades e que os recursos utilizados eram privados.
O candidato também disse que Dino teria ultrapassado os limites de um inquérito sobre emendas parlamentares ao avançar sobre questões relacionadas ao filme. Ele classificou a medida como “fishing expedition”, expressão jurídica usada para descrever uma busca ampla por provas sem objeto previamente delimitado.
Flávio sustentou que havia previsto a atuação de Dino após uma declaração feita na 4ª feira (9.set). Segundo ele, a decisão que autorizou a operação foi assinada pelo ministro em 3 de setembro, o que reforçaria a tese de que a ação já estava sendo preparada.
O candidato citou ainda uma reunião de 2 de setembro entre Alexandre de Moraes e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e afirmou, sem apresentar provas, que dali teria saído autorização para uma atuação contra sua candidatura. Também mencionou decisões sobre o comando da PF tomadas entre 8.set e 10.set.
Na 3ª feira (8.set), André Mendonça afastou cautelarmente Andrei Rodrigues da direção-geral da PF. No dia seguinte, Dino determinou o retorno de Rodrigues. Depois, Edson Fachin suspendeu as decisões conflitantes e manteve o diretor-geral no cargo.
Acusações contra Lula
Flávio afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva participou da suposta articulação. Como argumento, citou uma entrevista que o presidente concederia ao SBT nesta 5ª feira (10.set.2026). O candidato disse que a operação teria sido preparada para prejudicá-lo eleitoralmente a 24 dias do 1º turno, mas não apresentou provas da participação de Lula.
Ele também mencionou um documento registrado em cartório pela produtora Karina Gama. Segundo Flávio, o documento relata supostas ameaças para que ela fizesse uma delação contra ele. As alegações não foram comprovadas.
O STF marcou para 15 de setembro a análise, em plenário, da controvérsia sobre material da PF relacionado a Alexandre de Moraes no caso Banco Master.








